A Tasquinha Torrejana nasceu há sete anos, pela mão de Maria Luísa e do filho. Inicialmente dedicada a petiscos e com um horário contínuo de funcionamento, a Tasquinha reinventou-se e é atualmente um restaurante indicado para todos aqueles que tenham saudades da comida tradicional, com sabores e cheiros que façam lembrar os pratos cozinhados pela avó e a mãe. A comida portuguesa ganhou uma nova vida com Maria Luísa, que esteve à conversa com a Portugal em Destaque, para explicar as razões do sucesso. 

Em novembro de 2011, a Tasquinha Torrejana abriu pela primeira vez as portas. Maria Luísa e o filho arriscaram e criaram um conceito que os próprios torrejanos diziam que fazia falta na terra. “Faltava uma casa de petiscos em Torres Novas e foi isso que quisemos criar. Tínhamos refeições, mas estávamos abertos todo o dia, para quem quisesse vir lanchar ou sair do trabalho e petiscar com os amigos”. Infelizmente, Maria Luísa rapidamente percebeu que o conceito, outrora desejado, não faria sucesso: “vivemos uma época em que todos levam marmita para o trabalho, por isso a ideia de vir petiscar no final do dia não se coloca”. Foi quando percebeu isso que Maria Luísa resolveu alterar a ideia inicial e, assim, surgiu o Restaurante Tasquinha Torrejana.

O renascer dos sabores de outros tempos

O conceito da Tasquinha Torrejana baseia-se na comida tradicional portuguesa: “a minha avó cozinhava maravilhosamente e eu lembro-me de a ver fazer muitos pratos típicos da nossa gastronomia. Quando iniciei este projeto, decidi que toda a minha cozinha seria baseada nos sabores antigos, aqueles que fazem lembrar a comida da mãe ou da avó”. As pataniscas com arroz de feijão, ou arroz de tomate, são muito procuradas pelos clientes, bem como o bife à Tasquinha. “Todos os nossos bifes são ótimos, mas o bife à Tasquinha tem um molho criado por mim, cuja base é mostarda e vinho do Porto”. A Carne de Alguidar (uma carne de porco cortada em pedaços pequenos e marinada) e lombinhos de porco na frigideira com redução de vinho do Porto são outros pratos de excelência.

No que respeita às sobremesas, todas são confecionadas na casa, diariamente: “o meu filho era o responsável pelas sobremesas e foi ele que criou todas estas receitas ou as adaptou. O nosso leite-creme é a estrela da casa e é confecionado segundo uma receita muito antiga”. O bolo de bolacha, o arroz doce, a panacota e o pudim caseiro também são grandes tentações para quem gosta de saborear boas sobremesas.

Para garantir a qualidade dos produtos, Maria Luísa não confia nas grandes superfícies comerciais: “a minha carne vem do talho, o peixe vem da Nazaré e os legumes vêm do mercado. A qualidade dos produtos frescos, comprados diretamente aos produtores não tem comparação com os produtos adquiridos nas grandes superfícies. O sabor é diferente”.

Além disso, quem cozinha todos os pratos é a proprietária do restaurante. “Não confio em mais ninguém na cozinha. Já tive a experiência de ter uma cozinheira, mas não gostava da forma como eram confecionados os pratos. Assim, tenho a certeza que todas as refeições chegam aos clientes como eu gosto”.

Quem vem à Tasquinha Torrejana regressa sempre

Os clientes deste restaurante não são clientes do “menu diário”. Maria Luísa demarcou-se dessa situação e, quem vem almoçar, tem acesso a uma “sugestão do dia”, cuja carta é elaborada semanalmente, mas a refeição é contabilizada ao item. “A nossa casa trabalha muito bem aos jantares. É o nosso ponto forte. Somos um restaurante de classe média, cujos clientes não se importam de pagar, mas reconhecem a qualidade do que consomem e do atendimento”.

O responsável pelo serviço de sala é Luís Silva, mas Maria Luísa faz questão de vir também cumprimentar os clientes: “quando acabo de cozinhar, venho para a sala, mas o Luís Silva tem sempre tudo muito bem organizado. Os clientes esperam cerca de 30 minutos, mas sabem que isso acontece porque a comida é confecionada na hora”. 

Com um ambiente acolhedor e muito tradicional, a proprietária faz questão de explicar que a decoração e o mobiliário foi quase todo herdado da sua mãe e da avó, o que ajuda quem vem ao restaurante a identificar-se com o conceito tradicional, simples e de qualidade da comida que ali se confeciona.

Para o futuro, Maria Luísa ambiciona apenas continuar a trabalhar com os colaboradores que conseguiu – ao todo são três pessoas – e com a qualidade suprema a que já habituou os clientes da Tasquinha Torrejana.

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