A Grestel fabrica artigos de mesa e acessórios de servir, usando grés fino oriundo dos mais nobres recursos naturais em Portugal, numa fórmula exclusiva para elevada temperatura. Combinando tecnologia avançada com experiência artesanal, criam loiça de forno, mesa e cozinha, num conceito original de qualidade, durabilidade e design exclusivo, inspirados nas tendências de moda e oferecendo uma gama completa aos nossos clientes, em todo o mundo. Conversámos com Miguel Casal, presidente do Conselho de Administração.

A laborar na Zona Industrial de Vagos (ZIV) desde 2000, numa unidade fabril com 1.500m2 e 20 colaboradores, atualmente já tem três unidades fabris e centenas de funcionários. Qual o segredo para o sucesso desta empresa?

Salvo raras exceções, não há segredos para o sucesso. Normalmente constrói-se com muito trabalho e com as pessoas certas nos lugares certos. Tem sido, sem dúvida, o nosso caso.

A última unidade foi construída em tempos de crise. Como se consegue investir em períodos mais difíceis, sobretudo quando o setor da cerâmica também sai prejudicado pelo mercado asiático e chinês?

Nas últimas décadas, o setor da cerâmica em Portugal foi muito afetado, principalmente pela concorrência da China. No entanto, nos últimos anos essa concorrência não só continuou forte com a subida dos preços, como o mercado chinês se transformou nisso mesmo, num mercado. No ano passado, o volume de negócios da Grestel no mercado asiático significou sete por cento, principalmente em países como a Coreia do Sul e o Japão, mas também na China.

Em que mercados marca presença a Grestel com os seus produtos?

A Grestel está presente em cerca de 40 países em todo o mundo, mas há um mercado particularmente relevante para a empresa que é o dos Estados Unidos, representando mais de 50 por cento do volume de negócios. Inclusivamente, temos neste mercado uma estrutura comercial e logística própria que nos permite fazer distribuição para o retalho e vender online a nossa marca própria.

O que procuram esses diversos mercados? Qual o produto mais procurado?

Nós produzimos uma linha completa de produtos em grés fino, divididos em três grupos: mesa, cozinha e decorativo. As loiças de mesa representam o principal negócio da empresa tanto para o setor doméstico como também para o profissional, ou seja hotéis, restaurantes, etc.

Sendo portuguesa, a marca tem dificuldade de penetração?

Não, antes pelo contrário. Em alguns mercados é uma vantagem competitiva. Portugal tem boa reputação enquanto fabricante europeu com tradição nesta indústria e o ‘made in Portugal’ é uma vantagem em quase todos os mercados. É obviamente mais difícil penetrar em mercados com tradição forte neste setor e isso diria que é normal.

Como correu o ano de 2017, tendo em conta que, no ano de 2016, ocupou a 178.º posição do ranking das 1.500 maiores empresas do distrito de Aveiro e, a nível concelhio, é a quinta maior empresa?

Este ano, com o arranque da nova unidade – Grestel 3 – esperamos atingir um volume de negócios de 20 milhões de euros o que significa um crescimento de 30 por cento. Efetivamente vamos subir um pouco no ranking.

Atualmente, um dos maiores problemas dos empresários é a obtenção de mão de obra indiferenciada. Tem sido uma dificuldade da Grestel, numa altura em que aumentou a área de produção?

As pessoas nas organizações fazem a diferença, no nosso caso é ainda tem mais impacto, pois a variedade e complexidade dos produtos são elevadas. Atualmente, a Grestel tem cerca de 570 colaboradores e estamos de momento a recrutar e a formar novos elementos com vista a aumentar a nossa capacidade, melhorar a eficiência dos processos, etc. Somos, efetivamente, um empresa que valoriza os seus colaboradores e apesar da dificuldade recente na contratação temos tido sempre novos candidatos.

Comemorando o seu 20.º aniversário em 2018, o que esperam do próximo ano?

Temos vários projetos e processos em curso. A empresa cresceu rapidamente e acreditamos que 2018 será um ano de afirmação e consolidação daquilo que fizemos nos últimos 20 anos. Para muitos dos nossos colaboradores a ‘aventura’ só está agora a começar.

 

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