A AEPM – Associação Equiterapêutica do Porto e Matosinhos nasceu em 2010 e alia a prática desportiva da equitação à reabilitação de jovens com deficiência ou incapacidade física e/ou mental.  A Portugal em Destaque esteve à conversa com Joana Pereira, presidente da associação, e ficou a conhecer mais sobre este projeto de excelência.

Proporcionar o contacto direto com os cavalos, ao nível terapêutico, desportivo e profissional, de forma adaptada, global e inclusiva, respeitando a diferença. É esta a missão que todos os dias a AEPM leva a cabo junto dos mais de 300 jovens e adultos a quem dá apoio: “o nome de equiterapêutica pretende juntar equitação com terapia, ou seja, aliar a prática desportiva de equitação à reabilitação, saúde e educação”, explica a presidente da AEPM.

Psicóloga de formação e desde sempre apaixonada por cavalos, Joana Pereira revela que esta associação nasceu de um sonho, numa altura em que a terapia feita com cavalos dava os primeiros passos. Hoje em dia, é sabido que os benefícios da terapia assistida por cavalos são todos, revela a nossa entrevistada. “Começando pelo movimento: o movimento do cavalo é tridimensional e é muito semelhante à marcha humana, o que possibilita que os jovens com problemas de marcha ou até sem marcha autónoma a possam desenvolver e experienciar. Depois são os ajustes posturais e o equilíbrio, entre outras na área motora. No que diz respeito à área mental, temos benefícios em termos motivacionais, emocionais de controlo de frustração, gestão de conflitos, etc. Há o contacto com o animal, o criar de uma relação de responsabilidade e de dedicação. Ao nível intelectual: as nossas sessões são desenvolvidas sempre com a componente de raciocínio lógico, aplicados conceitos como a identificação de números, de cores, de lateralidade, entre outros. Há ainda a parte sensorial, a perceção das diferentes texturas do cavalo, o cheiro, a funcionalidade dos materiais utilizados para o preparar. Tudo pode ser explorado”, explica.

Este trabalho é sempre realizado por uma equipa multidisciplinar constituída por técnicos de saúde de várias especialidades, com vista a que todos possam dar o seu contributo para o desenvolvimento global do indivíduo. Todos os técnicos têm ainda formação em equitação, “já que o cavalo é o nosso instrumento de trabalho. Temos que o conhecer muito bem para que possamos retirar dele todos os benefícios”, acrescenta Joana Pereira.

Com o avançar do tempo, e com o aumento da procura da associação quer por parte de particulares, quer de instituições, a AEPM viu-se na necessidade de alargar a sua resposta. Exemplo disso é a resposta desportiva com a participação no movimento Special Olympics Portugal, que não existia no norte do país e que a AEPM conseguiu trazer a esta região, de forma a motivar os jovens para a prática desportiva.

No final do ano de 2015 nasce também uma nova parceria. O lançamento do curso de Tratador/a de Equinos para jovens com deficiência ou incapacidade em colaboração com o CIAD (Centro Integrado de Apoio à Deficiência da Santa Casa da Misericórdia do Porto), é uma resposta inovadora e promissora para estes jovens e que tem uma empregabilidade que excedeu as expectativas.

Joana Pereira termina esta entrevista com um agradecimento a todas as entidades e empresas que têm apoiado a AEPM, ao Presidente do CHPM – Centro Hípico do Porto e Matosinhos, Prof. João Mota, bem como à sua equipa, pois sem eles nada seria possível!

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