Criada em 1989, e reconhecida como Associação de Utilidade Pública desde 1995, a Associação de Agricultores do Campo Branco, que abrange os concelhos de Almodôvar, Aljustrel, Castro Verde e Ourique, tem como principal missão a defesa dos interesses dos seus associados nas diversas vertentes. A Portugal em Destaque esteve à conversa com José da Luz, presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco, para conhecer melhor o trabalho que esta desenvolve.

Como surgiu a Associação de Agricultores do Campo Branco?
A Associação de Agricultores do Campo Branco surge no seguimento da adesão de Portugal à Comunidade Europeia. Aqui, na região, não existia nenhuma associação de agricultores e, por isso, os agricultores da zona não podiam usufruir das vantagens da adesão. Não podiam apresentar candidaturas, quer a ajudas comunitárias, quer a projetos de investimento. Daí a necessidade de criar esta associação. Tivemos, desde início, uma grande adesão de agricultores, porque criámos algumas valências importantes como o Plano Zonal de Castro Verde, onde integraram desde logo agricultores, produtores e ambientalistas, e o Agrupamento de Defesa Sanitária do Campo Branco. Conseguimos também, nos primeiros anos, adquirir instalações próprias, o que constitui uma alavancagem para a associação, que, naturalmente, está a corresponder no serviço que presta aos seus associados.

Quais as principais áreas de intervenção da Associação de Agricultores do Campo Branco?
A Associação de Agricultores do Campo Branco é uma associação polivalente. Intervém em todas as áreas onde os seus associados tenham necessidade da nossa colaboração. Somos muito virados para a sanidade animal, para as questões ambientais, sendo que fomos pioneiros no primeiro projeto agroambiental. Uma das nossas marcas é a defesa do meio ambiente e da nossa pecuária extensiva e culturas de sequeiro. Para além disso, apoiamos os associados em projetos, fazemos a receção das suas candidaturas a ajudas comunitárias e fazemos o acompanhamento das mesmas, através do nosso gabinete técnico altamente equipado e especializado. Portanto, prestamos serviço em todas as áreas em que os associados tenham necessidade, inclusivamente em pequenos projetos de investimento.

O combate às situações de seca tem sido uma das principais bandeiras da Associação de Agricultores do Campo Branco que, através do Programa de Apoio ao Abeberamento dos Efetivos Pecuários, tem procurado apoiar os seus associados. De que forma prestam esse auxílio?
Sem dúvida. Esta é uma zona muito problemática, no que diz respeito aos efeitos das alterações climáticas. Um dos problemas que nos preocupa bastante, e que tem sido sempre uma das nossas bandeiras, tem sido a luta contra a seca e a falta de água para abeberamento dos nossos efetivos pecuários e da avifauna. Temos procurado desenvolver sistemas de combate à seca e temos feito um trabalho bastante meritório na medida em que, desde o início da nossa atividade, a luta contra a falta de água tem sido um dos marcos importantes a atingir. Começámos por, no ano de 1995, iniciar a aquisição de uma frota de cisternas. Hoje, temos uma frota de cisternas móveis, composta por cerca de 32 cisternas, para o transporte de água. Para além disso, temos apoiado os nossos associados na apresentação de projetos e incentivado os associados a aderirem aos programas de apoio do Ministério da Agricultura que criou medidas específicas, para a abertura de captações de água e para aquisição de equipamento e material de armazenamento e transporte de água.

O que podemos esperar da Associação de Agricultores do Campo Branco no futuro?
A Associação de Agricultores do Campo Branco irá continuar a trabalhar na defesa dos interesses dos seus associados. Continuaremos a desenvolver a nossa atividade, como temos feito até ao momento, e, acima de tudo, continuaremos a trabalhar para que toda a população agrícola e o nosso mundo rural sejam mais valorizados, modernizados e rejuvenescidos.

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