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De portas abertas desde 1972, o Batista do Bacalhau é um restaurante de qualidade e mestria ímpar. À conversa com José Caçola, ficámos a saber um pouco sobre a história da casa e sobre a especialidade que tantas visitas merece.

Há 44 anos a servir almoços e jantares que aliam o melhor da qualidade e da tradição, o Batista do Bacalhau é uma casa de referência, história e encanto, obrigatória a qualquer verdadeiro apreciador daquele que é visto como o peixe preferido dos portugueses. “O negócio começou pelo meu sogro – António Ferreira Batista – que abriu uma tasca, em conjunto com a mulher”, começa por contextualizar o sócio-gerente José Caçola.

Sempre em companhia da esposa e das filhas, a casa foi consolidando o seu estatuto ao longo dos anos, tendo António Ferreira Batista decidido, na década de 1990, constituir uma sociedade familiar em torno do negócio passando, desse modo, o testemunho à geração seguinte. Hoje, a gestão da casa é assegurada por uma equipa de quatro pessoas, entre as quais encontramos Lígia e Noémia Batista (filhas do fundador), bem como os maridos José Caçola e João Saraiva.

Com o avançar do tempo, e tal como enumera o nosso entrevistado, “ampliaram-se as instalações, dinamizou-se o negócio e criou-se uma dinâmica mais moderna” em torno da casa. Tudo isto foi conseguido sem que, todavia, a essência do Batista do Bacalhau alguma vez se perdesse: “mantivemos sempre a tradição da casa e os seus traços típicos”, assegura José Caçola. Significa isto, também, que jamais foi esquecida a arte de bem escolher, preparar, confecionar e servir o bacalhau.

O prato “favorito” da casa corresponde a nada mais, nada menos do que o tradicional bacalhau grelhado com batata a murro. “As pessoas vêm de muito longe já com a ideia de o provar”, explica o nosso interlocutor, que admite que “mesmo quando fazemos outro tipo de prato, com inovação, não podemos largar o nosso prato típico”. O segredo da casa está, por isso, na qualidade de todos os produtos, bem como na simplicidade e eficácia de um “saber fazer” que se alastra há várias décadas.

Não admira, posto isto, que o público estrangeiro também se tenha rendido já ao sabor das evidências: “Temos muito público espanhol e até inglês, que vem sem saber o que esperar e fica a gostar”, afirma José Caçola. Entre o cliente internacional nota-se também um crescente nicho: o consumidor norueguês que, apesar de não estar habituado ao paladar do bacalhau salgado, se mostra igualmente agradado com o toque tradicional que aqui se pratica.

“O bacalhau é um prato que está em evidencia”, constata o sócio-gerente, que observa também um acréscimo no interesse por este tipo de prato, não apenas em Portugal, como também além-fronteiras. Mas numa casa com duas salas de refeição com uma capacidade total para 210 pessoas, existe também um serviço de venda de bacalhau em regime take-away. De facto, “é já um velho hábito as pessoas o levarem para casa”, atesta José Caçola.

Sendo esta uma casa de grande fama não apenas em Aveiro, como também no âmbito nacional, os desejos da equipa que gere o Batista do Bacalhau são simples: “queremos continuar a elevar o restaurante ao mais alto nível, mas sem nunca abandonar a tradição. Manteremos sempre a qualidade”, prometem. Está, por isso, feito a todos o convite: que venham conhecer a casa e desfrutem de um bacalhau sem igual, feito por quem melhor sabe.

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