A propósito da celebração dos 90 anos do Crédito Agrícola de Silves, a Portugal em Destaque conversou com a futura adimistração da instituição, que continua a desempenhar um papel fundamental no apoio aos empresários e empreendedores de Silves e Lagoa.

 

O CA Silves é conhecido como sendo um banco que apoia a população portuguesa, sempre muito ligado aos agricultores e empresários rurais. Esta é a génese desta casa?

No livro que iremos apresentar no nosso 90º aniversario, no próximo mês de abril, fica evidente que a génese do CA Silves está no setor agrícola. Algo que muito nos orgulha. Porém, ao longo destes 90 anos de historia, temos expandido além do setor primário, em especial nos últimos 25 anos. Atualmente, cerca de 80 por cento do crédito concedido, está associado ao apoio a outros setores de atividade, consubstanciando a nossa natureza de banco universal que somos, com soluções para as necessidades financeiras de qualquer tipo de cliente, agricultor ou não.

O facto de existirem agências Caixa Agrícola em regiões do interior do país permite-lhe ser um “banco de proximidade”? 

A proximidade ao cliente é, realmente, um dos traços diferenciadores da nossa forma de estar no mercado, indissociável do elevado número de agências que temos em localidades onde mais nenhum banco investe. Mas também, e acima de tudo, inseparável do modelo cooperativo que seguimos. Um modelo de negócio que é, por natureza, mais participativo e inclusivo, das pessoas, empresas e instituições que residem na nossa área de atuação (Silves e Lagoa). Esta realidade coloca mais perto o cliente e associado, de quem toma as decisões na Caixa Agricola. Na nossa opinião, é esse o pilar maior da proximidade que caracteriza do Grupo CA.

Os apoios que estão a ser preparados para os produtores de citrinos são fundamentais para este setor? 

A atividade agrícola pela sua natureza, sujeita aos caprichos da natureza, bem como aos crescentes custos dos fatores de produção, retira preciosa ajuda de todos os apoios financeiros concedidos, ainda com condicionalidade cada vez mais crescente. Sem tais apoios estamos certos, que alguns projetos nunca se desenvolveriam, apesar de criadores de produção e emprego.

A agricultura nesta região está novamente a crescer? O setor está rejuvenescido?

No que respeita ao concelho de Silves e Lagoa, sempre verificamos a existência de dinamismo empresarial, em especial nos citrinos e vinha, mas também nos abacates, floricultura, frutos vermelhos e outras culturas, para onde muitos empresários têm diversificado. Algo que tem permitido, pelo menos na nossa área de atuação, emprego e alguma atração pela população mais jovem, ainda que em menor número do que no passado, o que tem obrigado a contratação de mão de obra estrangeira. Uma realidade que queremos ver como positiva, permitindo produzir, à medida que o setor investe em mais mecanização.

Há 90 anos que o CA Silves acompanha a vida das pessoas em Silves. Enquanto instituição integrada no panorama social da região, qual a importância deste banco para a região e a população?

Somos um banco cooperativo no qual as pessoas confiam, como o demonstra a quota de mercado de mais de 20 por cento que detemos, localmente. Vemo-lo com orgulho, mas cientes da elevada responsabilidade na guarda de depósitos e na concessão de financiamento, que pela nossa dimensão na zona, acabam por ter um grande peso e importância, nos nossos dois concelhos de atuação. Como agentes de apoio ao desenvolvimento, temos estado ao lado de dezenas instituições e entidades locais ao longo da última década, com donativos a patrocínios, que ascendem a um total de mais de 500.000 euros.

Com uma longevidade tão grande, o CA Silves apresenta-se como um banco sólido e de valores reconhecidos. Como se querem posicionar nos anos vindouros?

A missão do CA Silves, com a qual nos comprometemos, é continuar a ser motor de desenvolvimento das comunidades locais e procurar ser o melhor banco nos mercados onde operamos, dentro de um modelo de governação do Grupo CA que desejamos descentralizado, dotado de elevada capacidade de atuação a nível local. Iremos continuar focados nas necessidades financeiras dos clientes, que já verificam uma mudança de preferências, associada à digitalização. Tomar parte na transformação digital, sem perder a presença física através das delegações, será um dos nossos maiores objetivos.

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