Orlando Regodeiro e António Reis

A Portugal em Destaque esteve no concelho de Bragança, o maior exportador de castanha do país. A propósito da época, visitamos a Castanha Lusitana Lda, uma empresa que, apesar de recente, tem singrado a olhos vistos e além-fronteiras.

Com apenas um ano de atividade, a Castanha Lusitana já exporta 90 por cento do seu produto. Orlando Regodeiro e António Reis, ambos proprietários e sócios deste negócio revelaram à nossa revista como tudo surgiu e como deram vida a este projeto. A Castanha Lusitana Lda consiste na comercialização e transformação da castanha e de outros frutos secos. Esta castanha, mais conhecida por castanea sativa, tem maior abundância no interior norte e centro de Portugal, tendo sido considerada, por Miguel Torga, como “o fruto dos frutos”. Atualmente é destacada na produção agrícola. “A castanha é dos poucos produtos da região ainda ligados à agricultura”, comenta Orlando Regodeiro, “e ainda existe aqui em Trás-os-Montes, não só pela excelência que apresenta, como também pela sua grande procura no estrangeiro, onde a castanha é utilizada para diversos fins”.

A sua localização, em Bragança, é estratégica, não só por estar no centro da maior produção de castanha, mas também por conseguirem maior acesso à Europa, pelo que pretendem expandir a lusitana para todo o mundo, permitindo a todos a oportunidade de saborearem a castanha nacional.

Transformação e comercialização

Os produtos são comprados diretamente aos produtores, pelo que assim conseguem acompanhar o trabalho que é feito e estabelecer uma relação de confiança. A escolha desses produtos é feita minuciosamente para serem transformados e, posteriormente, comercializados. Os produtos que comercializam, a castanha e outros frutos secos, são todos de origem lusitana.

O principal neste negócio tem sido a exportação, cerca de 90 por cento do produto, para variados países como Espanha, Inglaterra, França, Angola, Brasil, Austrália e Itália, o seu mercado principal. “Começámos ainda agora, mas produzimos e exportamos muito e por dia saem 100 toneladas de castanhas daqui”, esclarece um dos proprietários.

Sendo a castanha um dos nossos principais rendimentos, “a menina dos nossos olhos”, afirma Orlando, passa por um processo de calibração e esterilização, oferecendo aos clientes uma castanha de excelência.

Compromisso e princípios

Esta empresa preza pela sua simplicidade, mas sobretudo pela eficácia e excelência nos serviços que presta. Compromete-se a estabelecer uma boa relação com os agricultores e a produtos com elevada excelência.

Questionados sobre a sua ambição, confessam que gostariam de ser considerados parceiros estratégicos, pois centram-se no desenvolvimento de soluções, que se ajustam às necessidades dos produtores, cujo rendimento e sucesso fazem a empresa depender deles.

Objetivos e fins da castanha

A castanha, mais no estrangeiro do que em solo nacional, é utilizada para diversos fins, como o consumo fresco ou congelado, para fins culinários, nomeadamente para farinha, compotas, licores e doçarias, mas também na saúde estética, em produtos cosméticos.

Os nossos interlocutores afirmam que gostariam de apostar em outras vertentes, nomeadamente em produtos regionais, e expandir a sua gama internacionalmente.

Na opinião de ambos os proprietários, a venda da castanha é um setor com muito futuro em Portugal

O nome “lusitana” surgiu por ser um nome com muita história, com personalidade e identidade. “Porque, além de um nome bonito, nós somos lusitanos”.

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