Não é só da citricultura que se faz o Algarve! A Citago, empresa familiar de origem Algarvia, é responsável por uma das maiores plantações de abacates da Europa, com mais 70 hectares de produção, no concelho de Lagos. Para além da famosa laranja do Algarve, a empresa aposta, agora, num projeto arrojado, dedicado à produção do fruto tropical!

Há muitos anos que a família Gonçalves se dedica à produção de citrinos. Essa foi a origem da criação de uma empresa inteiramente dedicada à produção de citrinos e, mais recentemente, de abacates. Assim nasceu, no ano de 2006, a CITAGO, uma empresa familiar de Alte, concelho de Loulé, gerida pelos irmãos Luís e Paulo Gonçalves.

A Produção do Abacate
Natural da região conhecida pela qualidade dos citrinos, a Citago quebra a tradição Algarvia da citricultura e lançou-se, em 2016, na produção do abacate. Com 77 hectares de abacates em plantação no concelho de Lagos, a Citago realiza este ano a primeira colheita. “Adquirimos a propriedade em 2014 e começamos a pensar numa alternativa aos citrinos. Chegamos à conclusão que o abacate seria a aposta ideal devido às características climáticas aqui da região. Estamos a aprender e tem sido muito positivo. É um produto que está limitado a uma zona de produção, o que faz dele um produto especial. O consumo do abacate tem vindo a crescer e o escoamento do produto está assegurado”.
Em constante colaboração com a Trops – uma cooperativa espanhola com sede em Málaga – a empresa algarvia tem todo o escoamento assegurado. A cultura do abacate praticada pela Citago é, segundo assegura Luís Gonçalves, “praticamente isenta de pesticidas e herbicidas”. Trata-se de um produto de excelência, cultivado numa região privilegiada e sob o controlo de profissionais experientes e conhecedores.

A aposta na tecnologia
As caraterísticas climáticas da região do Algarve e a experiência de Luís e Paulo Gonçalves proporcionam um produto de elevada qualidade e cultivado de forma quase convencional. Luís Gonçalves explica: “queremos um produto praticamente isento de resíduos. Queremos conservar a agricultura convencional e produzir citrinos de qualidade. É isso que temos vindo a fazer ao longo dos anos e estamos orgulhosos.” Para alcançar este fim de forma eficiente e eficaz, a Citago utiliza as mais recentes ferramentas digitais e tecnológicas. “Temos o auxílio de sondas de humidade do solo, sistemas de rega inteligentes com controlo remoto, estações meteorológicas e outras ferramentas que nos trazem grandes benefícios”. São utensílios tecnológicos que modificam e otimizam todas as etapas do ciclo produtivo e que colocam a Citago na vanguarda da citricultura.

Unir o setor
As adversidades e as contrariedades são vocábulos comuns na agricultura, um setor dependente, essencialmente, da natureza. Nesse sentido, Luís Gonçalves não deixou de apelar a uma maior união por parte de todas as entidades relacionadas com o setor agrícola do algarve. “Temos de trabalhar em conjunto e definir uma estratégia para combater os desafios constantes do setor porque só unidos poderemos ter um maior desenvolvimento”, declarou. Com a investigação como plano principal para o estudo agrícola, Luís Gonçalves realçou a importância da distinção entre a parte técnica e a parte comercial: “cada um tem as suas especificidades e necessidades embora no fim tenha de existir uma relação natural que seja vantajosa para ambas as partes”.

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