Com portas abertas há menos de dois anos, o Restaurante Alecrim, no Rossio do Marquês de Pombal, em Estremoz, pratica a fusão entre o tradicional e o moderno, sem destronar a riqueza da gastronomia alentejana. Rui Vieira é o responsável por este projeto que tem conquistado os locais e visitantes.

“Este espaço, que pertence à Santa Casa da Misericórdia, estava fechado há muitos anos e surgiu a oportunidade de criar aqui um restaurante”, começa por dizer Rui Vieira, recordando o trabalho de requalificação que culminou no espaço que enche logo o olhar, mal se entra no Restaurante Alecrim. No chão, o amarelo torrado, o preto e o marfim cumpliciam a geometria singular do mosaico proveniente da Fábrica de Mosaicos de Estremoz. Nos tampos das mesas, encontra-se o mármore desta região alentejana. Tudo foi pensado ao pormenor pelo arquiteto catalão Jordi Fornells. Os detalhes continuam na mesa, com o pão alentejano, o azeite de Estremoz e as flores campestres.

No Restaurante Alecrim, os almoços e os jantares percorrem o que de bom há no Alentejo, com um toque de requinte e modernidade. A carta é mudada a cada quatro meses, de forma a ser adequada à época do ano e a possibilitar que os muitos clientes fidelizados possam degustar diferentes pratos. No entanto, há iguarias que constam obrigatoriamente do menu, não fosse este um restaurante que procura elevar a gastronomia alentejana: “Os nossos clientes procuram-nos pela nossa carne maturada, desde a vazia ao lombo. Fazemos uns excelentes pregos e hambúrgueres de lombo maturado. Depois temos o borrego, com o nosso assado de borrego, feito à moda antiga, e as costeletas”, enumera Rui Vieira. O bacalhau dourado é também presença obrigatória, tal como as famosas carnes de porco preto.

Sendo o Alentejo conhecido também pelo muito calor que se faz sentir nesta época, o Restaurante Alecrim prepara especialmente para esta estação um conjunto de pratos mais frescos, como os pastéis de bacalhau, o carpaccio de novilho, a salada de polvo, o escabeche de coelho, as gambas e o gaspacho. Nas épocas festivas há pratos tradicionais como o borrego e as asas de frango picantes.

No que toca aos vinhos, o principal destaque vai para os vinhos de Estremoz e do Alentejo, ou não estivesse o Alecrim numa região vinícola de excelência. Estes estão dispostos no móvel que percorre duas paredes do restaurante que é também um bar de tapas. Durante a tarde, há lugar para tapas, sandes, tostas de porco preto e queijos.

Para terminar a refeição ou o lanche, nada como uma sobremesa da variada montra de bolos que preenche a vitrine do balcão. “Não pode ir embora do Alecrim sem provar a nossa tarte de lima merengada”, avisa Rui Vieira.

Com tudo isto, o balanço destes quase dois anos de Alecrim só pode ser positivo: “Neste restaurante primamos pela qualidade do serviço e dos produtos. Temos uma equipa jovem e profissional que aguarda por recebe-lo com toda a simpatia e atenção”, promete o responsável.

Rui Vieira aproveita para partilhar que, brevemente haverá ainda lugar no Alecrim para uma garrafeira climatizada, assim como um espaço de produtos tradicionais, tão procurados pelos muitos clientes que visitam o local: “Temos clientes de todos os pontos do país e muitos espanhóis que nos perguntam onde adquirir certos produtos da região. Assim, pensamos em criar este espaço, de modo a que encontrem tudo o necessitam no Alecrim”, confessa Rui Vieira.

O Restaurante Alecrim está à sua espera todos os dias, exceto às quartas-feiras.

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