Fundada há 39 anos, a EFAPEL é uma empresa de referência a nível nacional e internacional. Com uma equipa de 340 colaboradores distribuídos por unidades industriais modernas, a empresa é uma das maiores empregadoras do concelho da Lousã. Em entrevista ao administrador, Américo Duarte revelamos o percurso da empresa e as expectativas da EFAPEL para o futuro.

 

Como e quando surgiu a EFAPEL?

Em meados da década de 70, na sequência do 25 de Abril, a produção de aparelhagem elétrica caiu e a oferta não respondia às necessidades da procura. Perante este facto, um conjunto de oito pessoas, aproveitando uma conjuntura favorável, decidiu dar forma à ideia de produzir aparelhagem elétrica. E assim, em 12 de dezembro de 1978, nasceu a EFAPEL. E, uma vez no mercado, rapidamente se percebeu que a qualidade, preço e serviço constituíam os fatores de sucesso. Foi portanto decisivo optar por conceber e fabricar produtos de qualidade que correspondam às necessidades e expectativas do mercado, servir o nosso cliente do modo mais rápido e eficaz, oferecendo uma boa qualidade a preços competitivos. Entretanto fomos alargando a gama de produtos, a produção, e fomos também otimizando o sistema de gestão e o desempenho, com a ambição não só de ser uma boa empresa, mas também de ser a melhor empresa do setor.

 

Fabricar soluções elétricas requer uma equipa extremamente bem formada. É fácil arranjar mão de obra qualificada?

O sucesso da EFAPEL só é possível com a competência, dedicação e trabalho em equipa dos nossos colaboradores. Consideramos que o ativo mais valioso da EFAPEL são as pessoas. A EFAPEL tem apostado na contratação de jovens, tendo sobretudo, nos últimos anos, efetuado recrutamento de recém-licenciados, bem como promovido estágios profissionais. Porém, não podemos deixar também de referir a nossa aposta na experiência e na maturidade dos nossos quadros, bem como, no recrutamento de candidatos com experiências profissionais consolidadas. Consideramos que o recrutamento deve ser efetuado em ambas as vertentes, visto que desta forma obtemos equipas polivalentes, multidisciplinares e, muitas vezes, com pontos de vista diferentes, o que naturalmente conduz a uma maior eficácia e eficiência na abordagem das diferentes situações. Em termos de retenção de talentos, a EFAPEL cuida da qualificação contínua dos seus colaboradores, promovendo o acesso à aquisição de novos conhecimentos e competências.

 

O que distingue a EFAPEL das demais empresas do setor?

Tal como referi anteriormente, a estratégia da EFAPEL é muito simples: produtos de qualidade, um serviço eficaz e eficiente e uma boa relação qualidade/preço. Para além disso, diferenciamo-nos no mercado pela nossa ética comercial (transparência e seriedade) e por nos relacionarmos com os nossos clientes como parceiros de negócio. Tal conduziu-nos a uma posição de notoriedade no mercado elétrico. Atualmente disputamos em pé de igualdade o mercado com as principais empresas multinacionais do setor.

 

Com 340 profissionais a laborar na empresa, a EFAPEL assume-se como sendo muito importante para o concelho da Lousã. Sente essa responsabilidade? Como avalia a importância da empresa para a comunidade lousanense?

A EFAPEL é uma empresa de referência no concelho da Lousã e assumimos de forma empenhada a nossa responsabilidade social perante a comunidade da nossa região. A EFAPEL é uma empresa sólida económica e financeiramente. A cultura da organização (de rigor e redução de custos) e a estratégia definida conferem confiança e segurança aos nossos colaboradores relativamente ao futuro. Também apoiamos anualmente eventos e projetos locais de âmbito cultural e desportivo, tentando de algum modo retribuir o esforço e a dedicação dos nossos colaboradores.

 

Qual o peso da exportação na faturação da empresa? Existem novos mercados em vista?

As vendas da exportação representam um terço da faturação da EFAPEL. Em 2016, o mercado externo cresceu 12 por cento. Este crescimento deve-se essencialmente ao bom desempenho em mercados europeus como França, Alemanha, República Checa, Áustria, Polónia e Espanha e ainda em alguns mercados do Médio Oriente (Irão e Arábia Saudita). Nos últimos cinco anos, a EFAPEL investiu na internacionalização, em média, cerca de 12 por cento das vendas do mercado externo. Tendo em mente a conjuntura do setor da construção civil em Portugal, sabemos que se pretendemos continuar a crescer, temos de exportar. Para a EFAPEL, esta realidade foi sempre clara. A estratégia de internacionalização da EFAPEL passa pela procura de parceiros certos de negócios (preferencialmente grossistas de material elétrico), que tenham conhecimento do mercado, uma boa reputação, uma rede de distribuição abrangente e uma boa carteira de clientes “internos”, resumidamente, que tenham experiência e implantação no mercado.

 

Quais os principais constrangimentos/dificuldades com que se deparam no exercício da vossa atividade?

A disciplina e o rigor na gestão da organização e a redução de custos e desperdícios permitem-nos atravessar a crise do setor da construção civil sem grandes sobressaltos. Na EFAPEL, encaramos os desafios como oportunidades.  Em termos de produto, é necessário respeitar os requisitos e as normas de qualidade instituídos em cada país, o que a EFAPEL faz e pretende continuar a fazer.

Todos os produtos são concebidos, fabricados e testados em estreita conformidade com todas as normas que lhe são aplicáveis, respondendo aos requisitos de cada país aos quais se destinem (ex: Certif -Portugal, NF-USE (França), VDE (Alemanha), KEMA KEUR (Holanda), GOST (Rússia), CEBEC (Bélgica), entre outros). Em termos comerciais, tal como referi anteriormente, é muito importante encontrar os parceiros certos de negócios. Naturalmente que o sucesso no mercado leva o seu tempo e os parceiros comerciais assumem um papel importante, devido aos fatores já referidos.

É necessário disponibilizar o produto na cadeia de distribuição e só depois se pode criar a necessidade junto dos público-alvo. É necessário algum tempo e trabalho de promoção para se poder colocar uma marca na mente dos consumidores / público-alvo.

 

Encontra-se em construção um novo pavilhão. Qual será a sua finalidade? Quando estará a obra concluída? Irão recorrer ao recrutamento de mais pessoal?

O novo edifício tem como objetivo centralizar as áreas administrativas e aumentar as áreas de armazenamento e logística. Tal irá possibilitar a ampliação de determinadas áreas nos edifícios atuais, nomeadamente IDI (Investigação, Desenvolvimento e Inovação de Produto), Qualidade e Produção.

Está prevista a finalização das obras no final de 2017 e, tendo em conta o crescimento sustentado da EFAPEL e os investimentos em curso, irá ser necessário o reforço da equipa.

 

EfapelPor onde passa o futuro da EFAPEL?

Para os próximos anos, vamos manter a nossa estratégia e “fazer mais do mesmo”.  O futuro da EFAPEL irá passar por uma aposta decisiva na internacionalização, consolidando a nossa presença em mercados estratégicos para onde já exportamos, efetuando um apoio eficiente e personalizado aos clientes e procurando novos parceiros de negócios. Para além da diversidade de produtos existentes, estão previstos lançamentos de novas gamas de produtos que irão ajudar certamente à manutenção do crescimento sustentado da EFAPEL. Vamos apostar no crescimento da marca em Portugal e na expansão do mercado externo.

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