FisiolousãDe portas abertas desde 1996, a Fisiolousã é um centro de reabilitação física que nasceu da vontade de “desenvolver uma mais-valia para a Lousã”, numa filosofia que – segundo as palavras da gerente, Lurdes Oliveira – se mantém volvidos 20 anos.

Proporcionando um leque de serviços particularmente amplo, que vai da fisioterapia e da fisiatria à ortopedia – sem esquecer especialidades como a psicologia, a terapia da fala, a otorrinolaringologia ou a medicina geral – a Fisiolousã desenvolve “um trabalho que é direcionado para o utente”, partindo sempre à procura “das suas necessidades”. O aliar de diferentes conhecimentos e especialidades corresponde, de resto, a um dos elementos que melhor diferencia o profissionalismo aqui exercido a cada dia.

Efetivamente, “os fisioterapeutas são credenciados, mas vão adquirindo várias formações ao longo do tempo”, constata Lurdes Oliveira, até porque “a pessoa é um todo” e, por vezes, “para além da fisioterapia, precisa de uma palavra, daí a iniciativa dos próprios utentes, em conjunto com a equipa, realizarem jantares convívios e atividades”. Neste âmbito, a Fisiolousã terá sido das primeiras entidades a valorizar o papel do auxiliar de fisioterapia (Luísa Henriques), responsável por “conhecer o utente, recebê-lo, acarinhá-lo, deslocá-lo e falar com ele”, antes de ser efetuado o tratamento. Claro está que a prestação de um serviço tão cuidado e sensível apenas se torna possível com o auxílio de uma equipa de excelentes profissionais, cimentada ao longo dos anos.

Nesse contexto, a nossa entrevistada partilha o seu apreço pelo trabalho realizado pela diretora clínica, Celeste Gonçalves, bem como pelo restante grupo de especialistas, constituído por António Neri (ortopedista), Francisco Alves (medicina geral e familiar), Tiago Domingues (fisioterapia), João Malho (fisioterapeuta) e Vera Correia (secretária clinica). Também a colaborar com a Fisiolousã está um conjunto de médicos que assume funções nos hospitais da Universidade de Coimbra, reforçando-se, deste modo, a qualidade do atendimento e do serviço diferenciador e sensível que aqui se desenvolve. “A nossa filosofia sempre foi tratar as pessoas com a dignidade que elas merecem”, atesta Lurdes Oliveira.

Não se coibindo de desenvolver parcerias com o maior leque de entidades quanto possível, a nossa entrevistada cita o Decreto-Lei 139/2013 para reivindicar uma necessidade, em nome dos utentes. “Acho que deve haver direito a uma segunda escolha – o que está explícito na Lei de Bases da Saúde –, mas ela não existe na Lousã”, denuncia. Posto isto – e lembrando que, no seu espaço, os utentes podem optar por qual profissional desejam ser atendidos – a porta-voz salienta a importância de as Administrações Regionais de Saúde emitirem convenções, em territórios com menos de 30 mil cidadãos eleitores residentes, de modo a garantir essa mesma liberdade de escolha à população.

Seguindo este raciocínio, Lurdes Oliveira questiona o motivo pelo qual apenas a ARCIL – “uma instituição que eu respeito imenso” – usufrui do Serviço Nacional de Saúde na Lousã. Apontando, inclusivamente, para o problema das elevadas listas de espera que assim se proporcionam, a nossa entrevistada relembra que também nos concelhos limítrofes não existe um verdadeiro direito de opção. “Não entendo por que isto acontece”, finaliza a gerente, antes de sublinhar que continuará a lutar por um direito de livre escolha que se assume como de particular importância em qualquer contexto democrático.

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