Situado na Praia da Vagueira, em Vagos, o Restaurante Caravela tem as portas abertas há 25 anos. O peixe fresco da praia que se encontra mesmo ao lado do estabelecimento faz as delícias de quem por ali passa. Alda Tomé, proprietária, conta-nos como este negócio e paixão começaram.

A novidade da restauração marcou Alda Tomé e o marido que sempre estiveram ligados à agricultura e à pesca. Em 1992 estavam a construir várias lojas na Praia da Vagueira, local onde Alda e o marido viram a oportunidade de abrir um estabelecimento. “Começamos a pensar no que iríamos fazer. Os amigos deram opiniões e disseram para abrirmos uma loja ou um café e surgiu esta ideia do restaurante. Eu não percebia nada de restauração, não tinha uma noção do que era isto”, destaca Alda Tomé.

Na casa da Tia Alda, como é tratada pela maioria dos clientes, cada um cria a sua própria especialidade, mas a proprietária e cozinheira não deixa de salientar alguns dos pratos confecionados que deixam qualquer um com água na boca. “A especialidade na Praia da Vagueira é caldeirada de enguias, mas depois temos outros pratos como a carne de porco à alentejana. Também gostam muito de bacalhau na brasa e frito com batata pala e com molho de cebolada”, uma especialidade muito apreciada pelos espanhóis.

Onde há mar, há peixe e é por isso que a proprietária acrescenta que “o peixe grelhado também tem muita saída, como o robalo grelhado, caldeirada de peixe e, no verão, a sardinha”. Por último e não menos importante são os chocos fritos com arroz de tomate. A habitual farinha de milho utilizada para este prato é substituída pela farinha de trigo, o que torna os chocos “crocantes e sem gordura”.

 Iguarias que vão além-fronteiras

Numa zona propícia ao turismo, os turistas tornaram-se num dos principais clientes do restaurante e apreciadores da comida tradicional portuguesa. Desde espanhóis, franceses, belgas, italianos a brasileiros.

Envolvidos num conceito familiar, os clientes vêm de vários locais. Viseu, Coimbra, Guarda são algumas regiões que abraçam o restaurante. “Temos pessoas que vêm cá desde que abrimos. Alguns já não estão cá mas continuam a vir os filhos e os netos”, afirma a proprietária.

Com uma capacidade para cerca de 100 pessoas, o restaurante costuma ter casa cheia ao fim de semana e no verão. Para além da sala principal receber 73 pessoas, na parte da frente do Caravela existe espaço para mais 27 pessoas, “que por norma funciona como café mas quando está muita gente também é restaurante. Temos também uma esplanada que fazemos questão que esteja aberta ao longo do ano”.

Clientes fidelizados

Embora a mão de obra qualificada no setor da restauração seja um problema, principalmente no verão, a proprietária consegue estar preparada para corresponder a todas as necessidades e vontades dos clientes. É desta forma que primam por um serviço de qualidade, aliado a uma excelente relação com os clientes. De sorriso na cara, têm o dom de cativar as pessoas, de conviver com os clientes. “Gosto da amizade, para mim é uma família. Isto dá-nos uma grande felicidade e vontade de estar aqui”.

Esta fidelização acontece pelo privilégio que é dado aos produtos frescos, “sem químicos” e de alta qualidade são fatores obrigatórios para entrarem na cozinha de Alda Tomé.

 Um futuro jovem

A paixão pela cozinha e pelo negócio continua a estar presente. Alda Tomé gostava de ver o restaurante renovado, “nas mãos de uma pessoa jovem”. Um dos requisitos, embora com pequenas diferenças, é manter a comida tradicional.

Com a convicção de que a sua casa é a mais bem situada da praia, Alda afirma que “tudo o que acontece passa aqui”.

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