Deolinda e Florival Guerreiro são casados desde 1976 e criadores de leitão desde então. Apesar de estarem ainda no ativo, foi pela voz da filha, Rosa Guerreiro, que a Portugal em Destaque teve a oportunidade de conhecer o negócio e o segredo por detrás do tão afamado Leitão Quentinho da Serra Algarvia.

Corria o ano de 2001 e a família Guerreiro já vendia leitões por toda a zona de Silves. Na altura, a Dona Deolinda já era conhecida pelos seus dotes culinários e era convidada para assar leitões para os maiores eventos que aconteciam na região. Nesse seguimento, o negócio familiar evoluiu e, para além da criação e venda de leitões, começaram a assar esta iguaria por encomenda.

Como fazer um bom leitão

Este foi o mote de toda a conversa que a nossa revista teve com Rosa Guerreiro. A nossa entrevistada, formada em Engenharia Zootécnica, começou por salientar o rigor que impera na parte da criação. “Trabalhamos com leitões de raça bísara cruzada com a raça alentejana melhorada e com a raça Duroc, de forma a conseguirmos um leitão com a quantidade de gordura e tamanho desejados. Controlamos toda a fase de produção e, por isso, conseguimos garantir a rastreabilidade do produto, identificando a sua origem”. Parte do segredo do Leitão Quentinho da Serra do Algarvia reside no Cerro de Portugal, local onde os leitões são criados entre a serenidade campestre onde existe um controlo total de todo o seu desenvolvimento.

Garantida a qualidade do leitão, seguem-se procedimentos singulares que fazem deste uma referência depois de cozinhado. “O tempero é totalmente diferente do utilizado noutras zonas do país e, a juntar a isso, temos o tempo de assadura e a temperatura do forno a lenha que são essenciais para obter uma carne muito tenra e com pele estaladiça, como se deseja”, esclareceu.

Apesar de contarem com 200 porcas reprodutoras, esta empresa recorre a pequenos criadores locais para conseguir responder às encomendas feitas quer por hotéis, restaurantes, supermercados, talhos e particulares (localizados um pouco por todo o Algarve e Baixo Alentejo), que durante todo o ano se rendem ao sabor do Leitão Quentinho da Serra Algarvia. Para além da criação de leitões, garantem também a criação de gado bovino e ovino, embora em menor escala.

Leitão de boca em boca

A participação em feiras é já uma ação habitual para esta empresa familiar, que vê o seu negócio ser cada vez mais conhecido, correndo de boca em boca.

Convém salientar que o transporte é garantido pela empresa (bastando para isso fazer a encomenda com um dia de antecedência) e a qualidade do leitão servido, também: “nós temos consciência de que o leitão é um prato muito importante em qualquer mesa e, na maioria das vezes, símbolo de celebração. Por isso mesmo, procuramos fazer sempre um leitão que agrade e surpreenda até os paladares mais exigentes”.

Como projetos futuros, Rosa Guerreiro salientou o desejo (partilhado por família e clientes habituais) de abrir um restaurante, onde o leitão seria o rei da casa. A par disso, a possibilidade de transformação do leitão (vendendo-o em vácuo, por exemplo), não está posta de parte.

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