Perto do mar e da capital de Viana do Castelo, a localidade de Amorosa conta com uma imobiliária que junta o melhor de dois mundos: o ambiente familiar e a modernidade. Pai e filho falaram à Portugal em Destaque do passado e do futuro da Limapolys.Perto do mar e da capital de Viana do Castelo, a localidade de Amorosa conta com uma imobiliária que junta o melhor de dois mundos: o ambiente familiar e a modernidade. Pai e filho falaram à Portugal em Destaque do passado e do futuro da Limapolys.

Seria de esperar que o amor de Serafim Teixeira pela Amorosa, em Viana do Castelo, tivesse nascido com ele, mas não foi o caso. Foi uma paixão que cresceu ao longo dos anos com este famalicense de gema.

O antigo escriturário contabilista costumava passar férias naquela pequena localidade com praia, muito apreciada pelas famílias e pelos praticantes de surf e bodyboard, até que decidiu juntar o útil ao agradável.

“O meu pai comprou cá um apartamento de férias há mais de 30 anos”, começa por contar Rui Teixeira, gerente e filho do fundador da imobiliária Limapolys, também ele natural de Famalicão e igualmente apaixonado pela Amorosa.

Serafim, atualmente com 70 anos, começou por desfrutar da região como veraneante e depois como trabalhador. “Após uma formação profissional efetuada em gestão de empresas, despertou e motivou-me a mudar de área. Comecei como vendedor de uma empresa de construção até à criação da Limapolys”, disse o antigo escriturário.

O sonho de ter a sua própria empresa, “onde pudesse concretizar a minha visão e as minhas ideias sobre o mercado imobiliário”, era antigo e concretizou-se ao fim de alguns anos de experiência no ramo.

A escolha da localidade e da localização da loja foi mais que natural. “Na Amorosa conhecia bem o mercado, sabia como se trabalhava e senti o potencial de oportunidades que oferecia, sempre acreditando que podia fazer a diferença”, garante Serafim.

E assim foi. Criou a imobiliária a 26 de novembro de 2003, juntamente com a empresa de construção para a qual trabalhava como comercial, tendo depois comprado a empresa e ficado como gerente. O nome Limapolys surgiu “da proximidade a Viana do Castelo, nomeadamente ao seu rio, o rio Lima. Daí o Lima do rio e o Polys de cidade”.

Em 2006 entrou na equipa o Carlos Marques, que ainda hoje se mantém, “faz parte da família e muito contribuiu para a imagem de confiança e respeito que a Limapolys tem hoje”, afiança Rui. Já este, de 37 anos, veio para a Limapolys em 2014. Formado em Economia, quando decidiu abraçar este projeto, “sempre com o meu pai”, foi com o objetivo de dar um toque de modernidade.

“O maior contributo que consegui dar foi atualizar a empresa para a exigência do mercado de agora. Antes o mercado funcionava de modo diferente, as pessoas vinham passear até à Amorosa e tinham conhecimento dos imóveis para venda. Atualmente, as coisas já se processam de forma diferente, nomeadamente ateavés do uso da internet. Se não estivermos presentes digitalmente, é quase como se não existíssemos. Outrora, era tudo tratado manualmente e tivemos necessidade de informatizar tudo. Assim, conseguimos chegar um pouco mais longe”, garante Rui.

Esse objetivo foi cumprido e a ligação entre pai e filho fortaleceu-se. “Trabalhar com o meu filho é muito positivo, há uma passagem da experiência e de conhecimento que depois é aplicado seguindo as novas exigências do mercado para as quais o meu filho está mais preparado”, reforça Serafim Teixeira.

Estas mudanças fizeram com que o negócio se renovasse com sucesso. Tendo em conta que há anos o tipo de clientes que tinham eram veraneantes de agosto ou emigrantes e agora são jovens que procuram “bons imóveis com boa qualidade de construção para viver à beira-mar” e fugir das cidades, o futuro só pode ser risonho.

No caso da Limapolys, conseguem essa projeção pelo foco que colocam na publicidade, no mundo digital e na loja física. “Procuramos sempre servir o cliente da melhor forma possível, respondendo e superando as suas expectativas e fazendo das suas preocupações as nossas. Com isto, criamos laços muitos fortes e duradoiros de amizade e confiança, que vejo como a nossa grande imagem de marca”, salienta o fundador.

“Mudamos a loja e o design há pouco tempo. Fomos a primeira empresa em Viana a ter os expositores em LED em plena crise e teve resultado. São pequenas coisas que fazem a diferença. Em agosto, quando Amorosa está com mais de 90 por cento das pessoas que no inverno, as pessoas vêem que a empresa mudou, pensam que mexeu e vêm cá investir”, continua o filho.

Quanto ao futuro, Serafim e Rui Teixeira ponderam a abertura de uma agência imobiliária em Famalicão, dependendo da evolução do mercado, querem continuar a “ser sempre uma referência” e deixam uma mensagem aos leitores. “As pessoas quando sentem que estão a fazer as coisas bem, têm que continuar e acreditar porque as coisas vão dar”, assegura o mais novo.

 

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