Fundada num morro com 277 metros de altitude, a cidade de Beja é adornada por quilómetros de planície de perder a vista, onde as paisagens de perder o fôlego, o ar puro e a tranquilidade dão forma ao concelho. Repleta de história e tradição, a antiga cidade de Pax Julia, é sede de um dos mais extensos municípios de Portugal. São mais de 2500 anos de história que vale a pena descobrir e visitar em cada recanto desta cidade alentejana.

O centro histórico riquíssimo, aliado à gastronomia tipicamente alentejana, constitui um dos cartões de visita do município. A quem visite este território do Baixo Alentejo é assegurada atividade turística de qualidade e que o executivo avalia como “uma das melhores do país”. As inúmeras unidades de turismo rural, que vêm crescendo em torno da cidade, dão a garantia de momentos de pura descontração. “Temos unidades que oferecem aventura, oferecem desporto, oferecem descanso, oferecem tudo aquilo que não se disfruta, com regularidade, no dia a dia. Desse ponto de vista, Beja oferece um pacote de lazer com uma qualidade que não é muito provável encontrar noutros pontos do território”, assume Paulo Arsénio, presidente do município. Popularmente apelidado como o ‘Centro do Sul’, o município de Beja é, atualmente, muito mais que isso. Se ainda não teve a oportunidade de visitar este território alentejano, a vasta agenda cultural com que nos presenteia constitui o pretexto ideal para dar um salto a este município e deixar-se encantar com o que tem para oferecer.

36ª Ovibeja
A “grande feira do Sul” vai, este ano, para a sua 36ª edição. Uma organização da ACOS- Agricultores do Sul, a Ovibeja irá decorrer de 24 a 28 de abril de 2019, no Parque de Feiras e Exposições Manuel Castro e Brito. “A Ovibeja é a grande montra do Alentejo para o mundo. É a maior feira a sul do Tejo e é um certame de qualidade absolutamente ímpar. É a primeira marca identificativa da cidade e é essa grande montra que, durante cinco dias, projeta o Alentejo no país e no mundo e que projeta, particularmente, Beja. Julgo que todos os munícipes de Beja têm essa noção e, por isso, temos que acarinhá-la, para que continue a ser esta marca divulgadora do nosso território, das nossas artes, dos nossos saberes, das nossas tradições e da nossa nova agricultura”, afirma o autarca. À semelhança das edições anteriores, as ‘Ovinoites’ contarão com espetáculos musicais que irradiarão musicalidade a todo o certame. Nesta edição subirão ao palco grandes nomes da música portuguesa, como Rui Veloso, Matias Damásio, ou ainda o bejense António Zambujo. Este ano o certame, que vai dar destaque ao tema das alterações climáticas e ao papel dos agricultores na sua mitigação e reversão, irá contar com uma novidade. “A noite de 24 para 25 de abril, acontecerá já com a Ovibeja a decorrer e, portanto, as tradicionais celebrações do município juntam-se à Ovibeja. Acontecerá uma comemoração una na cidade que irá decorrer no recinto da Ovibeja”, confidencia o autarca, que informa ainda que esta é uma iniciativa conjunta da ACOS- Agricultores do Sul e da Câmara Municipal de Beja.

350 anos das Cartas Portuguesas
O Festival B, que conheceu em 2018 a sua primeira edição, será este ano dedicado à celebração de Mariana Alcoforado e aos 350 anos das Cartas Portuguesas, “uma das mais bonitas histórias de amor”. O certame, que irá decorrer de 27 a 30 de junho, realizar-se-á no centro histórico de Beja, onde, ao longo de quatro dias, será aclamada e celebrada a vida e obra da figura histórica de soror Mariana Alcoforado, bem como a sua dimensão e reconhecimento internacionais. “O tema deste ano é, particularmente, interessante, mas, particularmente, difícil. Mariana Alcoforado foi uma freira bejense que viveu entre 1640 e 1723 e que terá escrito, a partir do Convento da Conceição, as famosas cinco Cartas Portuguesas, as famosas cinco cartas de amor ao cavaleiro francês que a terá visitado no convento. Assim, Beja comemora, este ano, os 350 anos da primeira edição impressa das Cartas Portuguesas, editadas no dia 4 de janeiro de 1669. Será um festival que, à semelhança do ano anterior, terá quatro palcos em pontos distintos da cidade e que fará com que os visitantes do festival circulem entre eles, onde irão acontecer espetáculos de hora a hora”.
Orgulhoso do município que gere, Paulo Arsénio deixa um convite aos nossos leitores: “se ainda não conhece o concelho de Beja, venha descobri-lo. Se já conhece, venha repeti-lo. Beja tem muito para oferecer e tenho a certeza que aqueles que nos visitarem sairão daqui com uma imagem muito positiva do Alentejo, das suas gentes, daquilo que fazemos, daquilo que somos”.

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