A XX edição da Feira do Linho – Mostra de Produtos Locais de Ribeira de Pena vai decorrer de 3 a 5 de agosto de 2018. Em entrevista, João Noronha, presidente da Câmara Municipal, fala-nos da importância do evento, mas também das potencialidades do concelho e dos projectos que tem desenvolvido e quer desenvolver para valorizar Ribeira de Pena.

 

Qual a importância do evento enquanto produto turístico para Ribeira de Pena?

A Feira do Linho – Mostra de Produtos Locais é o maior certame do concelho, constitui a maior montra do trabalho dos nossos artesãos e dos nossos produtores locais. Dada a projeção e visibilidade deste evento, associada ao elevado número de visitantes, a feira acaba por ter reflexos positivos ao longo de todo o ano. É ainda um momento de encontro e convívio com os nossos emigrantes que nesta altura do ano visitam a sua terra natal.

Quais os objetivos e as expectativas para esta edição?

A Feira do Linho visa valorizar e dar a conhecer o artesanato e os produtos locais, como forma de preservação da identidade da região, assim como fomentar o desenvolvimento destes sectores, dado o seu papel fundamental no desenvolvimento sustentável traçado para o concelho e para a região. As expectativas são as melhores, estamos a preparar um programa que respeita toda a tradição ancestral do linho aliada à criatividade e inovação.

Quem visitar Ribeira de Pena durante a Feira do Linho, o que poderá encontrar?

Em primeiro lugar, temos os stands onde é possível apreciar e ficar a conhecer as peças de linho, contactar com as nossas tecedeiras e conhecer todo o ciclo do linho. Em paralelo, é uma oportunidade excelente para provar o nosso vinho verde, os nossos enchidos, entre outros produtos locais. Vamos ter ainda muita animação musical como é próprio de uma festa de verão.

A Feira do Linho vai ser antecedida por um desfile de moda onde o linho terá um lugar de destaque. Qual o objectivo desta iniciativa?

A realização deste desfile tem como objetivo projetar o nosso linho no mercado nacional e internacional, quem sabe na alta-costura. A produção artesanal do linho constitui um processo complexo e moroso, o que confere um valor acrescentado às peças tecidas. É aliando a tradição à inovação, desenvolvendo produtos adaptados aos gostos atuais que o linho tem futuro.

Quais são as principais razões para conhecer e visitar Ribeira de Pena?

Ribeira de Pena é um concelho com uma grande riqueza paisagística, inserido nas regiões do Alvão e do Barroso, que apresentam características distintas e oferecem a quem nos visita experiências únicas. Atravessado por quatro rios que apresentam vários pontos com grande potencial turístico como é o caso da cascata Cai d’Alto. Uma rede de percursos pedestres e museus, entre os quais o Museu do Linho e a Casa de Camilo-Friúme, constituem boas razões para conhecer Ribeira de Pena.

Ribeira de Pena é um destino de turismo natureza. Como tem sido potenciada esta marca?

Fomos pioneiros no turismo de natureza, temos aqui o Pena Aventura Park que atrai anualmente milhares de visitantes. Atualmente, temos cinco percursos pedestres e estamos a trabalhar para aumentar e diversificar a nossa oferta, assim como a desenvolver outros projetos que permitam complementar esse produto turístico e atrair mais visitantes ao nosso concelho. Recentemente, o Turismo do Porto e Norte anunciou que a plataforma HUB de Turismo de Natureza vai ser localizada em Ribeira de Pena. Trata-se de um centro logístico onde os turistas podem receber informações para os diferentes parques naturais do norte do País. Em simultâneo, estamos a trabalhar na valorização da carne maronesa e do vinho verde, dois produtos do concelho com qualidade de excelência.

Qual foi a sua motivação para abraçar uma nova candidatura?

O forte apelo que me foi transmitido por centenas de conterrâneos no sentido de voltar por o meu trabalho e empenho ao serviço do desenvolvimento do concelho e do bem-estar da nossa população e de empreender as ações e de executar os projetos necessários para retomarmos um caminho de modernidade, prosperidade e de esperança no futuro do concelho, capaz de proporcionar às novas gerações condições para aqui se fixarem, trabalhar e constituir família, fazendo da nossa terra um lugar com futuro.

Que balanço faz do mandato?

Quando tomámos posse, fomos confrontados com surpresas financeiras negativas, que condicionaram projetos que gostaríamos de implementar no imediato. Fomos por isso obrigados a redefinir prioridades, dando primazia à ação social. Em paralelo, estamos a rever o modelo de organização e funcionamento dos serviços municipais no sentido de aumentar a sua eficiência e produtividade e prestar um melhor serviço aos munícipes.

Que trabalho tem sido desenvolvido na educação, saúde e ação social?

Seguindo uma política de proximidade atenta às reais necessidades da população, efetuámos o pagamento da comparticipação de medicamentos referente a 2015 aos idosos beneficiários do Cartão Social Mais, e regularizámos a maioria dos pagamentos relativos a 2017. Na educação, pagámos as bolsas de estudo referentes ao ano letivo 2016/2017 que estavam em atraso, contemplando 79 estudantes que tiveram aproveitamento escolar, perfazendo perto de 40 mil euros. Garantimos também transporte gratuito aos estudantes universitários até aos pontos com maior oferta rodoviária. A Unidade Móvel de Saúde já está no terreno a servir a população mais necessitada e estamos a trabalhar as autoridades competentes para melhorar o acesso da nossa população aos cuidados de saúde.

Que balanço faz da operacionalização da Unidade Móvel de Saúde?

O balanço é muito positivo, este projeto está a ser muito bem acolhido por parte das pessoas e vai ao encontro das suas necessidades. Este projeto já abrange mais de 300 pessoas de todas as aldeias do concelho. A enfermeira da Unidade Móvel de Saúde faz visitas ao domicílio, confirma a toma da medicação, faz avaliação de sinais vitais e glicemia. A ajuda às pessoas mais envelhecidas e isoladas passa também pelo agendamento de consultas pela internet e pelo pedido de receitas. Já houve casos em que foram detetadas situações urgentes que foram devidamente encaminhadas.

Que medidas têm sido desenvolvidas para atrair investimentos e fixar a população jovem?

Uma das medidas implementadas foi a isenção de derrama com vista a incentivar as empresas a fixarem-se em Ribeira de Pena. Estamos também a ultimar os trabalhos de expansão da zona industrial. Há interesse de uma empresa de tecnologia de ponta em fixar a sua sede no nosso território. Em simultâneo, estamos a iniciar os trabalhos de revisão do PDM, incorporando, desde já, os principais impactos e potencialidades resultantes das barragens que se estão a construir no rio Tâmega e que esperamos que venham a contribuir para um maior desenvolvimento turístico do concelho e para a criação de novas oportunidades de negócios e de trabalho para os nossos conterrâneos. Está também a ser construído em Ribeira de Pena o primeiro parque de neve coberto do país, o Lusitanix, que representa um investimento privado de nove milhões de euros, estando prevista a criação de 32 postos de trabalho.

Que projetos desenhou para os próximos quatro anos?

Os compromissos eleitorais que assumimos com os ribeirapenenses são o guião diário de ação do meu executivo. Estamos focados em honrar os nossos compromissos e de intervir em todas as freguesias do concelho. A título de exemplo, a construção da nova ponte de Cerva, a recuperação da piscina coberta de Ribeira de Pena, a praia fluvial do Rio Beça, o reforço do apoio social, a aposta na valorização do setor agro-pecuário e a projeção turística do concelho.

Partilhe:
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone