Sever do Vouga é o ponto de encontro dos amantes de boa gastronomia, nomeadamente de duas iguarias que são imagens de marca do concelho. De 9 de março a 14 de abril vai decorrer a Rota da Lampreia e da Vitela, evento que visa promover igualmente a panóplia de potencialidades que Sever do Vouga encerra. Os apreciadores de uma boa lampreia não vão perder esta oportunidade de visitar Sever do Vouga, durante este certame, que de acordo com António Coutinho, presidente da Câmara Municipal, “soube reinventar-se ao longo dos seus 19 anos, renovando a cada ano a sua importância enquanto produto turístico”.

A gastronomia tradicional é uma das riquezas do concelho de Sever do Vouga, sendo celebrada em vários eventos, nomeadamente na Rota da Lampreia e da Vitela, integrada na rota nacional da lampreia. António Coutinho, presidente da Câmara Municipal, refere em entrevista à Portugal em Destaque, que esta divulgação serve também para criar impacto turístico, que por via da gastronomia, presenteia um leque de atividades e espaços de alojamento local que os turistas poderão desfrutar. Convicto de que a gastronomia está de mãos dadas com o turismo, o autarca salienta a riqueza da gastronomia tradicional, a representatividade da restauração fortemente colocada no território, aliando-as a outra grande marca, o património natural, cultural e histórico.
Aliás, Sever do Vouga é conhecido como o concelho ideal para quem procura sensações únicas, tanto no lazer como na gastronomia e a prova é que a Rota da Lampreia e da Vitela vai decorrer pelo 19º ano consecutivo, contando com cada vez mais visitantes, uns que não perdem o evento por nada e outros que vêm conhecer pela primeira vez.
António Coutinho realça que esta é uma forma de afirmar e valorizar o concelho como um destino gastronómico de eleição na região centro, exaltando duas iguarias de qualidade e duas especialidades que nem todos se podem orgulhar de ter. Qualidade e autenticidade são palavras-chave, a par da forma diferenciada como a lampreia e a vitela são confecionadas e apresentadas à mesa. “As nossas expectativas para este ano são altas, uma vez que estamos a falar de dois pratos da cozinha tradicional severense que muito contribuem para o reconhecimento da nossa gastronomia além-fronteiras. E ao juntarmos no mesmo evento a lampreia e a vitela conseguimos abranger um público alargado, tornando-o num programa ideal para ser experienciado por toda a família”.

Um destino de excelência
São inúmeras as razões para uma visita a Sever do Vouga, a começar pela riqueza natural, a paisagem verdejante e a água, entre rios, ribeiros e cascatas, que são uma marca muito forte do concelho. As características naturais do concelho permitiram a criação de um conjunto de trilhos e percursos pedonais, considerados pelos visitantes, um desafio onde a natureza se conjuga de forma perfeita. Por outro lado, o património religioso, histórico e arqueológico de Sever do Vouga é também um desafio para os amantes da história e das civilizações, bem como uma das razões para conhecer este magnífico concelho. A singularidade dos fenómenos geológicos que aqui ocorrem, a notável biodiversidade que acolhe, e as particularidades da sua geomorfologia, fazem deste território um destino de excelência para a observação e interpretação da natureza e para a realização de inúmeras atividades de desporto e aventura.
Motivo de visita é também o Museu Municipal que faz uma abordagem à arqueologia em Terras de Sever, ao património industrial e mineiro, à etnografia e práticas culturais, às maravilhas naturais próprias do território e à sua dedicação aos pequenos frutos. Sem esquecer a Biblioteca e o Centro das Artes do Espetáculo que orientam a sua programação para diferentes públicos, constituindo-a numa pluralidade de abordagens artísticas de promoção da leitura, da música, do teatro, da dança e das artes visuais.
António Coutinho destaca ainda o FICAVOUGA, um evento de grande qualidade, a Feira Nacional do Mirtilo e a Rota dos Moinhos, recentemente criada, integrando a Rota Nacional dos Moinhos, projeto que tem 5 municípios parceiros e foi agora distinguido pelo Turismo de Portugal, realçando ainda o forte investimento do município na cultura, como forma de divulgar e valorizar o seu território, bem como de promover o desenvolvimento social.

I Gala Mirtilo de D’Ouro
Este ano Sever do Vouga vai ser anfitrião de um novo evento – I Gala Mirtilo de D’Ouro – um evento de cariz sociocultural que distingue figuras e instituições do concelho, está marcado para 6 de abril no Centro das Artes do Espetáculo. Para a primeira gala, as áreas escolhidas são a Cultura, Desporto, Formação & Inovação, Turismo & Gastronomia, Empresarial e Prémio Carreira. A votação é realizada pelas associações e entidades locais, sendo da responsabilidade do júri, a designação de três nomeados a destacar em cada categoria. Já no Prémio Carreira a escolha é da total responsabilidade do Júri. Cada vencedor receberá um galardão como forma de reconhecimento do trabalho realizado em 2018 que se materializa numa peça de cristal com um Mirtilo de Ouro “impulsionando a imagem de marca do município de Sever do Vouga, o mirtilo, de que é a Capital”, refere o autarca.

Mandato autárquico
António Coutinho traça um balanço positivo do mandato, realçando que os objetivos delineados pelo seu executivo estão a ser cumpridos, apesar de por questões pessoais, ter estado algum tempo fora da autarquia. Contudo, com resiliência e paixão pela causa pública foi acompanhando de perto o trabalho desenvolvido. Considera que face aos projetos desenhados, até superaram as expetativas com candidaturas aprovadas para financiamento, mas regista algum atraso de construção em projetos de investimento. “Foi um ano bom, com um investimento muito forte, como tem sido nosso apanágio”.
António Coutinho não quis deixar de se pronunciar quanto à discussão da transferência de competências do Estado para as autarquias: “estamos numa fase de aceitação/ recusa e na discussão dos diplomas. Já foram aprovadas sete competências a transferir, as seguintes em discussão são a educação e a saúde, duas áreas bastante importantes”, revela o presidente, realçando que este processo mexe com a gestão autárquica e por isso mesmo marcou a fase final do ano de 2018 e o arranque de 2019. Na sua ótica, as novas competências das autarquias vão permitir a desburocratização de alguns processos e uma decisão mais próxima do cidadão, algo que se enquadra na sua ideologia como entusiasta da regionalização e da descentralização.

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