Vítor Godinho é o fundador e gerente do Planeta dos Sonhos – Indústria de Colchões, Unipessoal, Lda. Inaugurada em 2006 e situada no concelho de Santa Maria da Feira, Vítor Godinho trabalha nesta área há mais de duas décadas. Começou sozinho o seu sonho, e hoje volvidos estes anos já conta com uma equipa de oito funcionários. Orgulhoso, explica-nos os segredos de um bom colchão e o facto de conseguir produzir colchões à medida dos desejos dos clientes.

Como é que tudo começou?

Foi há 16 anos. Eu trabalhava neste ramo há 10 e a empresa começou a falhar com os seus compromissos. Conversei com a minha esposa e decidi investir as nossas poupanças em máquinas e numa carrinha. E assim foi! Arranquei com o negócio sozinho, andei cerca de meio ano nestes moldes, com a minha esposa a ajudar-me em horário pós-laboral. Ao fim de meio ano decidiu vir trabalhar comigo e continuamos durante oito anos sozinhos. Ao fim desse tempo, apareceu a oportunidade de exportar para Angola e comecei a ter necessidade de contratar pessoal. Neste momento, já somos oito funcionários.

Durante esses 16 anos cresceu muito. Que balanço que faz?

Muito! O balanço é que nunca pensei em atingir estas metas! Queria ser sempre uma pequena empresa e trabalhar só com a família, mas os clientes é que nos fazem crescer, mesmo sem uma pessoa querer. Os clientes, às vezes também nos fazem pressão, dizem que precisam com urgência e acabamos por contratar mais pessoal para responder às necessidades. Neste momento quero estabilizar para ter também alguma qualidade de vida.

Que clientes vêm bater à sua porta?

Desde armazenistas, lojistas e até o consumidor final. No fundo, todo o tipo de clientes. Desde de Lisboa, Porto, Algarve, para todo país. Já exportei também para Cabo Verde. Neste momento estou a vender para França, para um hotel de luxo um material muito específico.

Que produtos comercializa?

Aqui apostamos na produção e venda de colchões, mas há uns cinco anos para cá, devido aos hotéis entendi, nessa altura, que havia também a necessidade de responder a outras necessidades. Foi então que abrimos uma linha com sommiers e cabeceiras. Também temos o estofo para equipar hotéis inteiros. Há muitos milhares de colchões  nossos espalhados por aí fora.

 

Como é que atrai novos clientes?

Neste momento são os clientes que vêm à nossa procura.

Qual é o vosso lema?

O meu lema é que eu gosto muito de vender, mas gosto mais de vender quando o faço pessoalmente, porque hoje em dia há grandes empresas aí no mercado que vendem ao consumidor final, onde se vende o mesmo produto para toda a gente, quando não deveria ser assim. Cada vez mais, temos que trabalhar em função do cliente, ver mais ou menos a estrutura física do cliente, as suas necessidades e preparar um colchão personalizado.

Para finalizar, projetos de futuro?

Vou tentar manter o que tenho. Neste momento não tenho a ideia de expandir mais. Digo isto, mas a vida leva-me para outros caminhos, tudo me leva a crer que, daqui a um ano ou dois, tenha de mudar para um pavilhão maior. No geral, precisava de um pavilhão com cerca de 2.000 metros de área coberta para conseguir ter melhores condições de trabalho.

 

 

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