João Lemos e Ana Borges são os jovens que agarraram o projeto do restaurante Destravado. A existência do restaurante é anterior à gerência do casal que, após o fecho, decidiu entrar na aventura, fazendo de fevereiro de 2018 o início de uma nova etapa.

O negócio é maioritariamente familiar. Fazem parte do projeto, para além do casal, a mãe de Ana Borges, Graça Mesquita (chef do restaurante) e ainda uma colaboradora que se dedica ao atendimento ao público. Quatro elementos que tornam a equipa sólida e eficaz.
Com mais de um ano de atividade, a casa está a conquistar o seu lugar no mercado competitivo da região. É na fuga ao tradicional que baseiam a sua identidade através do conceito de tapas e petiscos. “O nosso objetivo era mostrar às pessoas o conceito e com isso, mudar as mentalidades mais céticas da região. Vir cá é mais que degustar uma refeição, é viver uma experiência gastronómica”.
Os pratos mais requisitados são os ovos rotos, os grelos salteados com alheira regional, as batatas destravadas (batata frita às rodelas com casca) e as tábuas de queijos e enchidos quentes. Para além das tapas, servem também pregos e hambúrgueres em bolo do caco. O objetivo é reinventar os produtos regionais tornando a experiência mais divertida. É nas diárias que vêm a possibilidade de aumentar os públicos, focando-se na classe trabalhadora. sem grande tempo para almoçar.
Aberto de manhã à noite, o espaço está preparado para servir desde o pequeno-almoço até à bebida ou crepe, depois de jantar, tendo capacidade para 50 pessoas, onde podem receber eventos como festas de aniversário.
A carta é uma das preocupações da gerência. “É importante que as cartas vão mudando de três em três meses para cativarmos mais os nossos clientes, para irmos de encontro às suas preferências e para termos um menu que corresponda à estação do ano”.
Os vinhos são um gosto pessoal, mas são também a bebida que melhor acompanha as tapas e, nesse sentido, é uma das apostas. “A variedade é bastante, no entanto, cerca de 80 por cento da carta é composta por vinhos verdes da região e vinhos de Melgaço. Para além destes, temos representadas todas as regiões vinícolas”, explicam. Incutir estes gostos nos clientes nem sempre é tarefa fácil devido, muitas vezes, à falta de capacidade económica. “As tapas são boas para serem acompanhadas com um bom vinho ou uma boa sangria, e aqui temos a sangria da casa feita por nós, na hora, que é uma das bebidas mais requisitadas”.
Uma das maiores dificuldades é a zona onde se inserem. “As Terras de Basto não são, em termos de turismo e conhecimento, tão apelativas como os grandes centros, por isso, temos de trabalhar para os clientes locais e tentar cativar os turistas. Um projeto aliciante que vai permitir explorar de forma diferente o mercado através de publicidade”, contam.
“Há sempre a ideia de que a idade é uma barreira para o sucesso de um negócio. Felizmente, não sentimos isso. As pessoas acreditaram em nós e a prova disso é a evolução que temos sentido ao longo deste ano”, afirmam. O caminho está a ser construído e o futuro passa por melhorar todos os dias, consolidar o nome da casa, estabilizar o negócio, os clientes e, a longo prazo, poderem inovar e arriscar de forma mais audaz.

Mensagem da gerência:
“Aos que já são clientes, só temos de agradecer a confiança. Aos que ainda não vieram, mas desejam vir, que venham conhecer, que estamos aqui para os receber e para aceitar as críticas que tenham para nos fazer. Só assim é que podemos evoluir”, rematam.

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