Em pleno interior do Alto Alentejo, no concelho de Fronteira, encontra-se um espaço de referência em tratamentos e bem-estar, as Termas da Sulfúrea/Cabeço de Vide. Reconhecido pela qualidade terapêutica das suas águas, este espaço promove a água termal como vetor de tratamento, prevenção, cura, e ainda, elemento dinamizador da região e desenvolvimento local.

 

Inaugurado um novo balneário em 2008, as Termas da Sulfúrea/Cabeço de Vide, vem no entanto só mais recentemente a apresentar sinais de retoma, após vários anos de luta constante contra o crescimento negativo relativamente aos números dos utentes termais. Num espaço onde se respira natureza surge este moderno e confortável balneário, onde a comodidade e o bem-estar se unem num único propósito.

 

Técnicas terapêuticas e de relaxamento inovadoras

Neste local, a água mineral natural carateriza-se por ser uma água hipossalina, sulfúrea, cloretada, sódica, cálcica e com um elevado pH de 11.5, indicada para o tratamento de doenças osteoarticulares e reumáticas, doenças crónicas e alérgicas das vias respiratórias superiores e inferiores e ainda doenças crónicas e alérgicas da pele. “Há três anos, iniciamos um processo de dinamização introduzindo várias técnicas e potenciando a utilização de outras. Uma dessas técnicas trata-se do corredor de marcha contra corrente, um equipamento onde se encontra uma grande massa de água fria e em movimento, que estimula e fortalece a musculatura ao nível dos membros inferiores. Esta técnica promove igualmente a redução de peso e melhora significativamente a componente circulatória”, explica o gestor termal de Cabeço de Vide, Paulo Bagulho.

A água é ainda utilizada em banhos de imersão simples, imersão com bolha de ar, hidromassagem, duche subaquático, duche circular, duche vidáqua (Vichy), duche de jato, estufa de vapor à coluna, inalação, aerossol e irrigação nasal. “No que diz respeito ao duche de agulheta, procuramos igualmente inovar e fizemo-lo através da criação de dois novos programas diferenciados. Por um lado, estimulamos pontos de acupuntura com um jato de água fina com elevada pressão conseguindo aliviar de forma mais rápida a sintomologia das patologias ligadas quer à área respiratória quer à osteoarticular. Outra técnica também recentemente introduzida é um duche de massagem com água termal, utilizando para tal um jato com pressão, temperatura e caudal regulados de forma a induzir ao relaxamento, sendo igualmente os trajetos efetuados ao longo do corpo produzidos de acordo com técnicas de massagem manual, aliviando assim as contraturas e tensões musculares acumuladas”, revela Paulo Bagulho. As termas contam ainda com um conceito que assenta na educação e formação para termalistas, de forma que estes entendam como podem mesmo em sua casa dar continuidade ao processo terapêutico iniciado no balneário.

 

Termalismo Clássico vs Termalismo de Bem-estar

Há mais de duas décadas que se estabeleceu o paralelismo entre termalismo clássico e o termalismo de bem-estar. Por isso mesmo, entendemos que não poderíamos estar fora deste conceito e nas Termas da Sulfúrea/Cabeço de Vide está igualmente, de há três anos a esta parte, bem presente a componente bem-estar, apresentando como principal objetivo ser um centro de promoção da saúde e bem-estar. “Queremos abarcar um público-alvo abrangente que usufrua também desta vertente, tomando assim contacto com una experiência termal, até porque um utente de bem-estar é seguramente um potencial termalista no futuro”, sublinha o gestor termal.

De salientar ainda a fomentação de protocolos com instituições como as CERCI, assim como a parceria com a Escola Profissional do Crato Agostinho Roseta, que promove a formação da área termal.

 

“A nível nacional, não sentimos que nos seja dado a real importância daquilo que fazemos, (e o quanto mais poderíamos fazer com a atividade a ser apoiada na forma que lhe era merecida), quer do ponto de vista turístico, quer do ponto de vista da saúde”, alerta Paulo Bagulho acerca dos principais desafios do termalismo, e acrescenta: “as compartições dos tratamentos por parte do Estado são outra das problemáticas, suspensas em 2010 e repostas agora em 2018,deixaram pelo caminho dificuldades acrescidas à gestão e ao desenvolvimento da atividade termal. E agora corrigida essa situação, as entidades oficiais ainda não criaram os mecanismos necessários para a eliminação da burocracia ou simplificação dos processos. Ora, temos muitos utentes a contactarem-nos pois não têm conhecimento de que forma podem ter acesso às respetivas comparticipações. E isso repercute-se inevitavelmente nos números de termalistas e consequentemente vai traduzir-se numa quebra do nosso crescimento, numa fase em que nos encontramos em franca recuperação”.

Não baixar os braços, dar continuidade ao projeto desenvolvido com a contínua procura da excelência e introdução de novas técnicas, como é o caso, já para esta época termal, da aplicação de argila de forma terapêutica, são os principais objetivos a curto prazo.

 

Partilhe:
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone