Conhecida pelo famoso vinho de Pias, a freguesia que lhe dá nome tem muito mais para oferecer aos seus habitantes e a quem a visita.

No mundo da política desde 2001, António Moita chegou à presidência da Junta de Freguesia de Pias nas últimas eleições autárquicas, encabeçando a lista da CDU, e motivação é algo que não lhe falta. Detentor de um percurso gradual, dentro do poder autárquico local de Serpa e dentro dos órgãos do partido comunista, tenciona colocar a freguesia Pias no mapa do turismo de qualidade.

“O vinho é mesmo o produto mais conhecido de Pias, mas temos também uma forte componente gastronómica, nomeadamente a ligada à caça e aos produtos tipicamente alentejanos. Serão talvez dois dos pontos mais diferenciadores, em termos turísticos, da freguesia, não esquecendo o que todo o Alentejo oferece, um bom clima, tranquilidade e qualidade para viver”, enumera o presidente.

Mas se uma iminente aposta no turismo de qualidade está nos objetivos de António Moita, os Pienses não deixam de ser a sua principal prioridade. No Alentejo, o fenómeno da desertificação é notório e a emigração crescente. A atravessar um período de perda de populacional, o presidente reconhece que dificilmente, mantendo-se as atuais politicas nacionais, Pias conseguirá segurar a juventude na freguesia.

As políticas praticadas nos últimos anos, pelos vários governos, traduzem-se na situação em que o Alentejo se encontra. “A verdade é que enquanto não existir uma política que aposte seriamente no desenvolvimento do Alentejo, nós muito podemos tentar, mas não iremos conseguir. Já diversas vezes aconteceu, que empresas de grande dimensão com interesse em instalar a sua produção no concelho de Serpa, e nós com disponibilidade em termos de lotes nas ZAE’s para as receber, desistirem dessa intenção, em função das deficientes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias existentes na região. Assim é bastante difícil segurarmos cá os jovens, porque eles constatam que as suas legítimas expectativas não podem ser preenchidas por aquilo que a região tem atualmente para lhes oferecer. Se há um sentimento que o povo alentejano tem é que foi e continua a ser ignorado pelo Estado. São reduzidos e suprimidos serviços públicos, outros são privatizados, esta situação tem de mudar”.

No entanto, tem-se registado a fixação de algumas pessoas estrangeiras, dos mais variados países, que se encantam pelo Alentejo e pela sua potencialidade e que lá decidem investir.

Para o dirigente da Junta de Pias, dotar o território das infraestruturas há muito necessárias e dar a conhecer o Alentejo, suas qualidades e potencialidades é o caminho para construir o futuro desta região.

Um mandato dedicado a revitalizar

Há bastantes anos a Câmara Municipal de Serpa investiu em infraestruturas e equipamentos, saneamento e redes de água pública, politica que ainda hoje se mantêm. Neste sentido o foco estará na dinamização e beneficiação desses espaços, dotando-os de mais e melhores condições, revitalizando-os face as novas realidades.

Neste mandato, António Moita identificou os três princípios que considera fundamentais:

Uma gestão pública melhorada e mais próxima, onde a participação da população na definição dos seus destinos coletivos, não se esgote no exercício do direito de voto.

Uma melhor qualidade de vida para quem cá vive e que cative outros a vir para Pias viver.

A promoção de um desenvolvimento social, económico e humano sustentado, como o objetivo central de todas as propostas e de toas as ações.

“Queremos ouvir as pessoas, pôr as mesmas a pensar e discutir o presente para em conjunto decidirmos o futuro da nossa freguesia”, finalizou António Moita.

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