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A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) é, desde 1976, o órgão máximo de autogoverno da Região Autónoma dos Açores, previsto pela Constituição da República Portuguesa. Está sediada na ilha do Faial, num edifício que representa uma obra arquitetónica contemporânea emblemática – símbolo da autonomia açoriana e onde a arte exprime a açorianidade.

Há um intenso orgulho na palavra Açor, em redor das ilhas o mar é maior, o azul atlântico é uma vastidão no ar onde brilha a luz da navegação, a terra escura é de lés a lés prado de agricultura, é terra lavrada por navegadores e os que no mar pescam são também agricultores. Nos Açores a terra treme e eventualmente nasce das profundezas do Atlântico, a relação com a natureza fascina nas suas paisagens. entre o explendor dos horizontes do arquipélago e a persistência dos ilhéus que se estabelece a razão mais forte para visitar os Açores: a redescoberta da aventura que é a permanência humana sobre a terra perante a força e a beleza indomável da Natureza. As ilhas que Vitorino Nemésio descreveu como o “lugar do efémero e do contingente onde só o mar é eterno e necessário” consagraram a sua autonomia na Constituição Portuguesa de 1976. As primeiras eleições legislativas regionais realizaram-se a 27 de junho de 1976, sendo que a tomada de posse da primeira Assembleia Legislativa da RAA foi a 4 de setembro do mesmo ano. Desde então, o arquipélago dispõe de um sistema político administrativo próprio, baseado nas especificidades que apresenta aos níveis geográfico, económico, social e cultural, assim como nas aspirações autónomas que se têm vindo a verificar ao longo da história. A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, presidida por Ana Luísa Pereira Luís, tem a responsabilidade de representar os valores e os interesses do arquipélago e da sua população, exercendo para isso competências política, legislativa e fiscalizadoras. São parte da voz do povo açoriano, tendo como objetivo defender os seus interesses e de otimizar a gestão dos recursos. O seu funcionamento decorre quer em Plenário, o qual reúne, no mínimo em oito períodos legislativos, por sessão legislativa, quer em Comissões, que reúnem entre cada período legislativo, podendo ambos reunirem extraordinariamente quando tal se justificar. A Assembleia deve cumprir um papel ativo na sociedade promovendo uma democracia participativa. A abertura das instituições aos cidadãos é determinante para a construção de um novo paradigma alicerçado no conhecimento e na proximidade.
Através da divulgação da atividade parlamentar aproxima os cidadãos da vida política e estimula a sua participação nas tomadas de decisão, despertando no cidadão um papel mais ativo e corresponsável na vida da sociedade em que está inserido.

O plenário reuniu pela primeira vez no salão da Sociedade Amor da Pátria, na cidade da Horta, onde 43 deputados eleitos passaram a representar e a exercer os interesses e os valores do povo açoriano. Em 1990, foi inaugurada aquela que é, por excelência, a sede da casa da democracia. O edifício sede da Assembleia Legislativa, um projeto dos arquitetos Manuel Correia Fernandes e Luís Miranda, é um símbolo de modernidade, onde a luz e os espaços geométricos ganham, juntos, outra dimensão. Implantado numa encosta com vista para o canal e concebido como um objeto saído das entranhas da terra, o seu carácter único, enquanto obra arquitetónica, completa-se com a coleção de arte patente em todo o espaço. Do acervo artístico da Assembleia fazem parte obras dos artistas plásticos açorianos Carlos Carreiro, António Dacosta, Carlos Dutra, Tomás Vieira, Luísa Constantina, José Nuno da Câmara Pereira, Álvaro Raposo de França, entre outros nomes como Ana Vieira, David de Almeida, Carlos Barreira, José Grade, Zulmiro de Carvalho e Eduardo Carqueijeiro.

A Cedars House
A Cedars House, Residência Oficial da Presidência da ALRAA, foi construída em 1851 por John Pomeroy Dabney (1821-1874), o filho mais velho do 2.º Cônsul dos E.U.A.- Charles William Dabney, que ali viveu com a sua mulher Sarah Hickling Webster, e os seus filhos. A propriedade, era constituída pela Quinta da Canada, a sul da casa, e por uma mata de cedros, a norte da propriedade e à qual se deve o seu nome. Os seus jardins eram palco de diversos eventos familiares e sociais. Em 1963, a Commercial Cable Co. vendeu a propriedade a um privado que a usou como sua residência. Em 1990, foi adquirida pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e foi restaurada até 1995. Desde então, tornou-se a Residência Oficial do Presidente da Assembleia Legislativa. Entre 2003 e 2006, foi desenvolvido um projeto para a recuperação dos jardins. Na casa, que mantém a sua traça original, destaca-se o seu imponente alpendre em madeira voltado para a baía da Horta e para a ilha do Pico, sobressaindo os amplos jardins e áreas envolventes à casa.

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