Há muitos estrangeiros a mudarem-se para esta região, pois aqui há muito potencial, é uma zona muito bonita, com uma marginal linda propícia a passeios de bicicleta, com uma grande qualidade de vida e com uma zona ribeirinha com edifícios históricos e pequenos comércios que animam a cidade.

Chegamos à cidade, e o nosso espírito fica mais leve e esquecemos os ritmos citadinos. Aqui o tempo move-se de outra forma – e não, não nos referimos à questão de ser o Alentejo, e de no Alentejo tudo ter outra velocidade. Aqui o tempo é calmo, acompanhando a paisagem.

Olhando o rio, vemos as cegonhas à distância, dispersas pelos campos, vemos a auto-estrada anunciando a proximidade aos grandes centros urbanos, mas é calmaria que predomina. Dá vontade de passear no Sado de barco, mas dá ainda mais vontade de ficar e descobrir que segredos esconde esta terra tão bem escondida ali tão perto da Capital.  Acredite, é a próxima cidade que deveria estar na sua lista para visitar!

O desafio de ser a maior freguesia do país

Esta é, de longe, a maior freguesia do país. Tal fator acarreta consigo diversas responsabilidades acrescidas: chegar a todos é o objetivo primordial de Arlindo José Passos, o presidente desta União de Freguesias. Tal tornou-se mais difícil em 2013, altura em que a reforma administrativa transformou a forma como se organizava o trabalho das freguesias.

“É muito trabalho. São, de momento, cerca de 9.600 habitantes, num território bastante extenso, pois as pessoas estão dispersas por uma área muito grande. Queremos dar alguma dignidade aos jovens e aos mais idosos, e queremos, neste mandato, transformar a vida nas aldeias, para que as pessoas se sintam bem nas suas terras”.

Uma das grandes dificuldades que representa gerir esta União de freguesias é o facto de ter uma população muito encarecida, com necessidades muito especiais derivadas dessa carência económica.

O  fecho de várias escolas, definitivamente, piorou as condições de vida dos habitantes, pois as escolas ajudam bastante a dinamizar as regiões com esta dispersão populacional.

Não há quase transportes públicos – esse sistema é quase inexistente – e para o hospital público não há disponivel nenhuma opção, só de táxi, o que representa um custo muito avassalador para algumas pessoas, bastante carenciadas.

O ano passado transportaram cerca de 450 pessoas numa iniciativa de transporte solidário até ao HLA e a outros espaços de saúde. Este ano, já vão em 138 pessoas desde janeiro.

Mais camas, mais turismo, mais dinamismo na região

O antigo quartel dos bombeiros transformar-se-á, em breve, num hotel, acompanhando a necessidade de responder ao interesse de turistas em conhecer esta zona.

Alcácer do Sal celebra 800 anos de existência, sendo uma das cidades mais antigas da Europa. E, na verdade, cerca de 90 por cento dos visitantes a esta cidade são portugueses. A cidade está à saída da auto-estrada, com muito fácil acesso.

Na junta, regista-se uma alteração, entre tantas outras, a nível demográfico: muitos dos pedidos de atestados de residência são feitos por parte de italianos e ingleses, pois a qualidade de vida nesta cidade é um aspeto que pesa na reflexão dos mesmos em escolhê-la como a sua nova casa.

Este verão, fica o convite para visitar Alcácer. A União de Freguesias organiza vários eventos, e destaca-se uma festa maravilhosa em julho, o Festival de Sabores do Sado. Tem sido um autêntico sucesso, pois tem uma vista privilegiada para a parte histórica da cidade, e tem criado bastante afluência e atraído cada vez mais visitantes anualmente.

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