dsc_6460c

Com a Portugal em Destaque a realizar um trabalho no concelho de Vila Real, torna-se imprescindível o destaque à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Desta forma, segue-se abaixo uma entrevista realizada ao Reitor da UTAD, António Fontainhas Fernandes, que nos esclareceu sobre os desígnios e objetivos a cumprir por esta instituição.

Qual o balanço que faz destes três anos à frente da academia transmontana?

Os resultados que a UTAD tem vindo a divulgar nas suas diferentes atribuições são claramente positivos. A aposta na focalização nas suas principais áreas de competências tem conduzido a um acréscimo do número de estudantes nos últimos dois anos, havendo também efeitos positivos na fixação de jovens investigadores em projetos de ciência e tecnologia.

Criada em 1986 a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro protagonizou um projeto inovador a vários níveis. De que forma é que a instituição tem marcado a diferença no panorama português?

A UTAD tem sido um elemento catalisador do desenvolvimento local e regional, com efeitos diretos através do emprego e dinamização da economia, e indiretos resultantes do efeito de “spillover” ou externalidades positivas. Importa sublinhar o seu papel na valorização do território, enquanto âncora que permita inverter a dinâmica de despovoamento registada nas últimas décadas.

Existem protocolos firmados com instituições de ensino estrangeiras? Quais?

A ambição internacional das instituições de ensino superior exige a cooperação com instituições de ensino e de I&D estrangeiras. No caso da UTAD, a aposta tem sido centrada em programas de mobilidade Erasmus Mundus e em programas de ensino, formação e investigação no âmbito de redes já estabelecidas, casos da rede Santander e rede Europeia das Life Sciences-ICA, bem como de iniciativas de natureza transfronteiriça, como a Fundação CEER envolvendo as universidades do norte de Portugal e da Galiza. A captação de estudantes internacionais tem exigido também o estabelecimento de protocolos com instituições de países de língua portuguesa e de mercados emergentes.

A qualidade de ensino e das instituições é um assunto atual. O que significa de facto “qualidade” de ensino?

Para a UTAD qualidade de ensino é algo de complexo e transversal a toda a instituição, desde o perfil e trabalho dos docentes e outros colaboradores, até à vida no campus, passando pelas infraestruturas, a ofertas de serviços e atividades nos campos académico, social, cultural e desportivo, não esquecendo a própria participação dos estudantes.

Na sua opinião, que retrato é que se poderia fazer do ensino superior no nosso país?

Não obstante a diminuição do peso do estado no orçamento global das instituições de ensino superior, as Universidades têm melhorado o seu desempenho em termos globais. Se considerarmos que uma das principais metas de Portugal reside no objetivo de, em 2020, alcançar 40% de diplomados na faixa etária 30-34, é claro que todos temos de contribuir para este desígnio, pois em 2013 este indicador era de 29%, enquanto a média europeia era de 37%. Este desígnio nacional exige o alargamento da base de recrutamento dos candidatos ao ensino superior e dar resposta às solicitações das instituições.

Quais as principais metas definidas pela UTAD para os próximos 5 anos?

Nos próximos anos, a UTAD pretende consolidar a sua trajetória de mudança iniciada em 2013, envolvendo dinâmicas coletivas da comunidade académica, centradas em diferentes pilares: maior captação de receitas e diversificação das fontes de financiamento; diferenciação e alargamento da oferta educativa; reforço da investigação e valorização do conhecimento com impacto económico, social e cultural na região; internacionalização do ensino e investigação; melhoria das infraestruturas e serviços visando criar um campus inteligente e sustentável.

Partilhe:
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedInShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone