A Portugal em Destaque apresenta-lhe a Vibeiras, uma empresa que se dedica à conceção, construção e manutenção de projetos de arquitetura paisagista. Para conhecer melhor este projeto, estivemos à conversa com Luís Pereira, arquiteto paisagista e mentor da empresa, e Cristina Veríssimo, diretora comercial, que abordaram a sua génese, crescimento e expansão, bem como os objetivos que a empresa pretende alcançar no futuro.

Vibeiras é um nome a ter em conta no que à arquitetura paisagista diz respeito. No mercado há 30 anos, a sua história remonta o ano de 1988. Nascida no seio do Grupo Visabeira, sediado em Viseu, ganhou uma nova vida graças ao espírito empreendedor e visão estratégica do arquiteto paisagista Luís Pereira que, na década de 80, reconheceu o potencial do setor que hoje gere.

Um conceito inovador

Desde a sua génese, a Vibeiras surge com um novo conceito: interpretar cada obra na sua globalidade, de forma interdependente e interdisciplinar. “Somos uma empresa de projeto, obra e manutenção de arquitetura paisagista”. Assume-se como a primeira empresa, em Portugal, a definir o projeto e obra de arquitetura paisagista como o seu objeto de trabalho. Luís Pereira admite que a Vibeiras é inovadora e que “não há muitas empresas assim”.  Sendo capaz de realizar um projeto “global integrando equipas interdisciplinares” a Vibeiras tem, na visão do interlocutor, um conceito visionário que lhes tem permitido “crescer e trabalhar este caminho”.

Entrada do Grupo Mota-Engil

Fruto de uma vasta experiência, Luís Pereira conseguiu que a empresa alcançasse uma posição assinalável, sustentada pelo profissionalismo, know-how e qualidade, e que há muito atraiu as atenções de vários grupos económicos nacionais, sendo que, desde 1990, a Mota-Engil, o maior grupo construtor nacional, se assume como o seu acionista maioritário. Desta feita, a empresa ganha nova dimensão e peso, sem nunca deixar de gerir o seu negócio de forma independente. “Acabou por ser sempre uma empresa com uma gestão autónoma, mas integrada num grupo económico. A Mota-Engil  tem permitido à Vibeiras gerir o seu negócio de forma independente. O que de certa forma, permitiu à empresa ter um rosto, ter uma presença e uma marca própria”, ressalva Luís Pereira.

Percurso marcado por grandes projetos

Demarcando-se, desde o início, do mercado existente, a Vibeiras realizou a primeira obra em 1990 e nunca mais parou. Atualmente, conta com mais de 1000 intervenções, que podem ir desde o pequeno jardim ao grande parque urbano.

Cristina Veríssimo “veste a camisola” da Vibeiras há cerca de 17 anos e é com agrado que, a diretora comercial, avalia os últimos anos da empresa, cujo sucesso se mede pelo historial de projetos executados. Cristina Veríssimo não tem dúvidas ao afirmar que a Expo’98 constitui “um dos pontos altos” da empresa. Assumindo-se assim, não apenas como o evento que colocou Portugal no mapa dos grandes eventos internacionais, mas também, como um marco na história da Vibeiras, que beneficiou da notoriedade do evento. O Passeio Ribeirinho Sul e o Jardim Triangular foram alguns dos espaços alvo de interferência da Vibeiras, que foi responsável por grandes intervenções em quatro frentes de trabalho. “Foi num dos momentos áureos da empresa e foram logo das nossas primeiras obras”, conta a interlocutora, que destaca ainda os jardins do Centro de Arte Moderna da Fundação de Serralves como outra obra emblemática da empresa.

Ao nível da conceção, a Vibeiras tem elaborado projetos por todo o país e atualmente encontra-se a desenvolver, entre outros, o projeto de requalificação da zona histórica da Cidade de Torres Novas comportando o Nogueiral, que requalifica o Largo José Lopes dos Santos, da Rua do Caldeirão e da Avenida dos Bombeiros Voluntários e o Parque Almonda.

Uma empresa, vários serviços

No caminho do crescimento nacional e diversificação de serviços a Vibeiras, abraçou, com o passar dos anos, novos mercados, tendo sempre em vista o crescimento sustentado e sem nunca sair da sua área de atuação. “A nossa perspetiva de diversificação foi sempre dentro da nossa área e a expansão que fizemos também foi na nossa área. Sendo uma expansão muito direcionada para os relvados desportivos, para o golfe e mais recentemente para as florestas”, conta o arquiteto paisagista. É nesta diversificação de serviços e constante procura de adaptação às necessidades do mercado, que Luís Pereira encontra o diferencial da Vibeiras e a fórmula para o seu sucesso. “Consideramos que as empresas são mais resilientes se tiverem várias fontes de negócio. Se estivéssemos só dependentes de uma área de negócio, eventualmente, a Vibeiras já não existia”, ressalva.

Na busca da diversificação

Atenta à evolução do mercado, a Vibeiras implementou desde 2006 um plano de expansão, explorando novas áreas de aplicação do seu vasto know-how. “Chegámos a uma altura em que consideramos estratégico diversificar. Foi assim que nos direcionamos para a vertente do golfe, que é uma área mais específica”, conta Cristina Veríssimo. É neste contexto, e com o objetivo de garantir profissionais qualificados a nível da construção, manutenção e consultoria técnica, que criaram a Áreagolfe, uma empresa especializada na construção e requalificação de campos de golfe e que já garantiu à empresa uma vasta carteira de projetos, consolidando a sua atividade. “Fomos nós que fizemos o campo de golfe do Jamor e somos nós que fazemos a sua manutenção”, conta o interlocutor, que considera ainda o golfe uma vertente “estabilizada em Portugal”.

“A floresta está a ser bem-sucedida”

Mais recentemente, a Vibeiras alargou os seus serviços à área das floretas. Os serviços florestais prestados pela empresa têm, segundo Luís Pereira, registado bons resultados nesta área. “A floresta está a ser bem-sucedida. Cerca de 10% da faturação da Vibeiras em 2018 foi resultado da área florestal”, conta. No entanto, o interlocutor assume que não pretendem parar por aqui, uma vez que considera que “há espaço para a Vibeiras crescer ainda mais na área das florestas”.

Aposta na internacionalização

A Vibeiras não limita o raio geográfico dos seus serviços a Portugal. A internacionalização é uma realidade para a empresa que, em 2010, abraçou este desafio. “Inicialmente, criámos uma empresa em Angola, depois seguiu-se Moçambique. Mais tarde, abrimos uma sucursal em Marrocos e outra no Qatar”, conta Luís Pereira, que assume que este foi um passo estruturado e pensado ao pormenor. Para além dos mercados onde já tem empresas estabelecidas, a Vibeiras tem vindo a executar trabalhos em diversas partes do mundo, atualmente encontra-se a realizar a construção de 2 campos de futebol e pistas de atletismo sintéticas nos Camarões.

No caminho do crescimento

As três décadas de dedicação e trabalho árduo colocam a empresa num patamar de qualidade e reconhecimento nacional que Cristina Veríssimo considera só ser possível graças à exigência no trabalho desenvolvido. “Temos que ser exigentes, porque senão não nos conseguiríamos diferenciar das restantes empresas”, assume.

O caminho ainda está longe de estar terminado, mas o balanço dos últimos 30 anos de atividade é positivo e deixa vontade de continuar a ser cada vez mais uma referência na qualidade e inovação. “Acho que nos devemos orgulhar do nosso percurso. Temos feito obras que marcaram e que são referências para nós, mas também são referências nacionais. Isso é motivo de orgulho. Temos um currículo de que nos orgulhamos. Conseguimos deixar uma marca”, assume, com satisfação, o mentor do projeto.

Com uma vasta carteira de clientes, Luís Pereira mostra-se confiante no que o futuro reserva para a Vibeiras. “Temos uma carteira de obras confortável para 2019, neste momento equivalente à produção de 2018 o que nos permite encarar o ano de 2019 com alguma tranquilidade. Para além disso, acreditamos que vai haver espaço para melhorar o que já temos e para desenvolver outros negócios que venham”, conta o arquiteto, que assume também que o futuro da Vibeiras passa ainda por “tentar continuar a diversificar os serviços, dentro da nossa área”.

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