A Adega Cooperativa de Sabrosa deixou um marco histórico em 2018: a celebração de 60 anos de atividade. Há 18 anos na direção, o presidente José Gouveia procurou, desde cedo, criar novos desafios para a Adega, nos quais está inserida a exportação.

Com seis décadas de história e com infraestruturas reformuladas, a Adega Cooperativa de Sabrosa tem tido um reconhecimento nacional e internacional notório na sua linha de vinhos. Dela fazem parte os vinhos de mesa Brancos, tintos, Rosés, DOC Douro e reservas vinhos do Porto, Bagaceira (que vai ter uma nova edição), Moscatel Licoroso Douro e Espumante DOC.

 

Modernização das infraestruturas

“Sem ter boas condições para produzir vinho, é difícil atingir a qualidade”. Assim, tornou-se imprescindível inovar nos equipamentos que estão ligados a todo o processo de produção. Com os apoios dados pelo Estado conseguiram que a modernização do equipamento passa-se pela “maquinaria, exportação, design e respetivas redes sociais que têm como função dar a conhecer melhor o que é a Adega”.

 

Exportação ganha terreno

Há cerca de cinco anos, o conselho de administração,considerou essencial serem presença assídua em mais países. Para isso e agarrados “à imagem de Fernão De Magalhães”, começaram a participar em feiras e concursos internacionais que trouxeram visibilidade aos vinhos da Adega.

Se inicialmente 90 por cento do vinho era vendido localmente, nos dias de hoje a exportação está prestes a atingir os 15 por cento (meta defendida pelo conselho de administração até ao fim de 2020). Por conseguinte, não é difícil de perceber que a qualidade inegável dos produtos levou à premiação dos mesmos em vários concursos.

Brasil e Equador e países europeus  são as apostas principais para exportar, uma vez que a aceitação e a divulgação dos vinhos “tem sido excelente”. Estes elogios resultam da qualidade dos seus vinhos associado á região Demarcada do Douro  que conferem uma extrema importância no que à expansão dos vinhos diz respeito. “O Douro está na moda. Felizmente, houve um boom do turismo (que faz toda a diferença e teve uma enorme dinâmica). Com isso, tivemos muitas visitas de turistas e provas de vinhos também”, refere.

 

Criatividade em cima da mesa

Fernão Magalhães é, indiscutivelmente, o nome dos vinhos com maior destaque. Como complemento,surgiu a ideia de criarem um rótulo sobre o poeta Miguel Torga que potencializasse e diferenciasse a marca. “Como tinha uma ligação com Fernão De Magalhães a  quem dedicou um poema, falamos com a filha do poeta Miguel Torga(DrªClara)que gentilmente autorizou-nos a fazer um reserva (edição limitada) com um rótulo cujo o pintor é também de Sabrosa”, alusivo ás suas obras literárias.Ainda assim, não podemos esquecer que este ano se vai dar início  às comemorações dos 500 anos associado á viagem de circum navegação  de Fernão Magalhães, motivo pelo qual terá a participação da Adega em vário eventos.

Objetivos traçados para a Adega Cooperativa

Para José Gouveia, os objetivos estão claramente definidos. Atingir entre os 20 e os 25 por cento de exportação e procurar vender todos os vinhos em garrafa são duas das metas a conquistar. Porém, “ainda temos de vender alguns vinhos a granel, mas a valorização do vinho está dentro da garrafa. Queremos vender o máximo possível dentro das nossas marcas DOC Fernão De Magalhães”, assegura.

O presidente não conclui sem antes garantir que “para termos uma boa qualidade, também precisamos de ter um bom produto”. Desta forma, é de realçar a constante preocupação que a Adega Cooperativa De Sabrosa tem em valorizar ao máximo as uvas de todos os seus associados de forma a que estes nos entreguem as suas colheitas com a maior qualidade possível.

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