Fundada em 1966, a Solicel é uma das mais importantes empresas com sede em Vila Nova de Foz Côa. A empresa familiar já vai na terceira geração e, Pedro Duarte, administrador da empresa, deu-nos a conhecer este trabalho de extração, transformação e comercialização de pedra (xisto).

Foram os avós de Pedro Duarte que criaram a empresa, em que, na altura, o único produto que se produzia na região de Foz Côa era os esteios para vinha. Mas, com o passar dos tempos e das gerações foi preciso uma adaptação para crescer e chegar até aos dias de hoje com esta solidez.

“Havia muitas pequenas pedreiras a trabalhar este produto, e, a Solicel, na década de 90, como o mercado estava um bocado saturado, viu-se obrigada a procurar novos mercados. Fizemos algumas experiências com placas para pavimentos, correu bem, começamos a nossa internacionalização aí, e nunca mais paramos”.

A produção está toda virada para a exportação. É no mercado internacional que a empresa trilha o seu sucesso. Pedro Duarte deu-nos a conhecer os seus mercados e que “neste momento, dentro da Europa, França e Alemanha levam grande parte da produção, e que depois há alguns mercados fora da Europa, como o Japão, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros”.  O crescimento é visível.

“Não gastamos muita energia na procura de novos clientes pois temos a nossa produção praticamente toda vendida e temos até alguma procura que não conseguimos satisfazer. Desde 2009 que o Grupo Solicel cresce todos os anos em volume de faturação. Em 2016, por exemplo, crescemos 40 por cento, num mercado consolidado, penso que deve ser quase um caso único”.

O grupo Solicel conta ainda com a Decorxisto, empresa que trabalha com tecnologia mais avançada e que veio acrescentar valor ao produto final. Empresa de tecnologia de ponta que ajuda a entrar em novos mercados. Pedro Duarte explica a diferença entre as duas empresas:

“A Solicel trabalha muito com o mercado paisagístico, com as placas para pavimentos, ou tacos para revestimento de fachadas. Com a Decorxisto, trabalhamos mais para interiores. Conseguimos fazer coisas tão diversas como bancas de cozinha ou polibans. Fazemos autênticas peças de arte que acaba por nos levar para mercados um pouco diferentes do paisagismo, com mais valore acrescentado. A Decorxisto tem uma cota de mercado nacional um pouco maior, mas pensamos sempre na exportação”.

Dentro deste produto, a concorrência não é grande, no entanto, para o administrador, o que distingue a empresa das demais “é a qualidade, e o facto de termos uma gama de produtos muito alargada”.

Para o futuro, Pedro Duarte conta que gostava de ver a empresa á imagem do que é hoje, preocupada com o ambiente, em desenvolver novos produtos e a responder rapidamente às mudanças do mercado acompanhando as suas exigências.

“O mercado está a chegar a um nível de maturação elevado, e crescer todos os anos 30 a 40 por cento não é possível, mas dentro daquilo que somos hoje acho que estaremos bastante bem, se continuarmos com esta qualidade de produto e se conseguirmos aumentar a rapidez de resposta. Tentamos não nos encostar aos sucessos passados, na Solicel há ainda muito para fazer no que respeita aos processos de fabrico. Ainda assim, hoje temos hoje temos uma linha de produção 100 por cento mecanizada, há 15 anos isto era algo impensável”.

Para terminar, Pedro Duarte deixou uma mensagem para os leitores e eventuais parceiros:

“Venham visitar-nos, visitem os nossos sites, o facebook, vejam os nossos produtos, nós estamos sempre abertos a novas parcerias e a desenvolver novos projetos. O Xisto é uma pedra que tem caraterísticas únicas e uma beleza muito própria, quem gosta de pedra natural de certeza que gosta do xisto foz côa”.

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