A Biojam Holding Group, uma referência na Indústria Farmacêutica nacional e internacional, assume hoje um lugar de liderança no mercado ibérico, onde foi pioneira no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda. Carlos Monteiro, CEO, deu-nos a conhecer um pouco melhor a génese deste projeto que é hoje responsável pela distribuição do primeiro e único autoteste nasal à Covid-19, produzido em Portugal.

Carlos Monteiro, CEO da Biojam Holdign Group
Carlos Monteiro, CEO da Biojam Holdign Group

Garantir o acesso a cuidados de saúde a todos os doentes, recorrendo sempre aos avanços da ciência disponíveis, é o principal propósito da Biojam, uma empresa farmacêutica de referência na Península Ibérica. Fale-nos um pouco mais deste projeto e de que forma foi conquistando a sua posição de destaque no mercado ibérico.

 Enquanto fundador e CEO da Biojam SA, o meu trajeto na indústria farmacêutica começa em 1987 numa empresa francesa, e depois em outras duas multinacionais de referência.

Em 2006 crio o meu primeiro projeto na área farmacêutica, vocacionado unicamente para o mercado hospitalar nacional. Em 2015, por razões estatutárias, crio a Biojam SA com um objetivo de aportar inovação em áreas hospitalares onde as lacunas de utilização de tratamentos comprovados fossem uma realidade. Identificámos a primeira na Leucemia Linfo Aguda, área da oncologia que afeta em grande medida crianças e jovens adultos, onde era crucial ter uma dosagem exata de acordo com o peso corporal, aqui abrangemos pela primeira vez o mercado ibérico, onde hoje somos líderes de mercado. Depois desta, noutras áreas inovadoras da Oncologia, com o primeiro Fulvestrant de armazenamento de temperatura ambiente, na Anestesiologia, com as primeiras seringas pré cheias de moléculas bem comprovadas, em Cuidados Intensivos, Cirurgia Geral e por consequência na Farmácia Hospitalar. Em seguida, submetemos um dossier de medicamento à base de canábis, iniciámos a implementação de uma abrangente linha inovadora de nutracêuticos e com a pandemia tornamo-nos num player importante no combate da mesma desde a primeira vaga com os testes rápidos.

Em plena pandemia, lançámos uma linha inovadora de higiene oral dedicada exclusivamente a pessoas com diabetes na Península Ibérica.    

A Biojam é a responsável pela distribuição do primeiro e único autoteste nasal à Covid-19, produzido em Portugal. Desenvolvido em parceria com a Pantest, o Teste Rápido do Coronavírus Ag (N)(Fossas Nasais) de antigénio foi já aprovado pelo Infarmed. Fale-nos um pouco mais desta solução 100% nacional.

Na realidade, e tendo em conta o tempo que demorou a decisão da implementação dos testes rápidos de antigénio de uso profissional no nosso país, nunca vislumbramos que pudesse haver algum dia a decisão das entidades pela opção do autoteste.

Assim que esta decisão das entidades competentes é tomada, a ideia da Biojam, enquanto farmacêutica de referência, foi desde o início sermos um parceiro da Pantest e fazermos uma parceria 100% nacional para um desígnio de todos os portugueses. A Pantest tinha um teste com parâmetros de sensibilidade e especificidade que ultrapassam amplamente os rácios exigidos, e porque ainda tenho este romantismo intrínseco, sendo possível, devemos proteger a economia nacional e dinamizar com o que é nosso, dada a dimensão enquanto população.

Estamos muito otimistas neste projeto, porque acreditamos que os portugueses comungam do mesmo sentimento “em Portugal também sabemos fazer bem e a preços justos”.

Capaz de detetar diretamente a presença de proteínas do vírus, preenchendo assim uma lacuna de diagnóstico rápido na fase inicial da infeção, e que ocorria com os testes serológicos de Anticorpos IgG e IgM, o autoteste afigura-se, cada vez mais, uma solução eficaz. Quais as características prementes deste autoteste e de que forma se diferencia dos restantes no diagnóstico da doença?

Os autotestes que dispomos são testes rápidos de Antigénio, ou seja, que detetam a presença de proteínas do vírus podendo assim identificar a Covid-19 na fase inicial da infeção, tal como acontece com os testes RT-PCR e contrariamente aos testes serológicos que, além de não permitirem identificar a Covid-19 numa fase inicial da infeção, também não permitem identificar infeções ativas. Os testes rápidos de antigénio (TRAg) Covid-19 que se encontram disponíveis no mercado nacional utilizam diversos métodos de recolha de amostra a ser utilizada na análise, nomeadamente zaragatoa nasofaríngea, zaragatoa orofaríngea, zaragatoa nasal, zaragatoa com expetoração, saliva e até fezes.

De acordo com as normas em vigor em Portugal, os TRAg estão autorizados para uso profissional para a maioria dos métodos de recolha de amostra anteriormente identificados, e somente por método de zaragatoa nasal para autodiagnóstico por maiores de 18 anos. Assim, os autotestes que a Biojam dispõe, são testes rápidos de antigénio que utilizam zaragatoa nasal para recolha de amostra a analisar, encontram-se autorizados pelo Infarmed ao abrigo do diploma aplicável em Portugal no regime excecional criado para o efeito e face aos restantes métodos de diagnóstico da doença destacam-se por serem testes que aportam menos dor para os pacientes dado que a técnica de recolha é menos invasiva que a da zaragatoa nasofaríngea e orofaríngea. Permitem um processo simples e rápido na obtenção do resultado, principalmente, quando comparado com o RT-PCR, são uma solução acessível e económica para identificação rápida de casos ativos.

Estes testes face aos seus concorrentes da mesma classe (autotestes com recolha por zaragatoa nasal), destacam-se por serem os únicos testes fabricados em Portugal e segundo as normas europeias de boas práticas de fabrico diretamente inspecionadas pelo INFARMED, são os autotestes com maior sensibilidade de diagnóstico existente no mercado.

Para além da mais recente inovação apresentada ao mercado, a Biojam vem também desenvolvendo vários outros produtos e soluções de diagnóstico da Covid-19. Atualmente, quais os produtos que a Biojam tem disponíveis no mercado?

Durante esta pandemia, a ideia da Biojam nunca foi apresentar apenas e só a venda de testes.  Sempre achamos que devíamos aportar um serviço que desse aos nossos concidadãos a segura solução de os fazer. Nesse sentido, temos parcerias com clínicas autorizadas e devidamente homologadas para fazer os testes, e mesmo no caso do autoteste, criámos, para quem desejar, um serviço de monitorização em vídeo chamada por um técnico habilitado para o efeito. Para além disso, estamos ainda em negociações para apresentar em breve outras formas de diagnóstico rápidas e não invasivas.       

Proporcionar qualidade de vida a todos os intervenientes, desde os prestadores de cuidados de saúde até aos doentes, é um dos principais compromissos assumidos pela Biojam. Quais as linhas orientadoras que no futuro guiarão a empresa no desenvolvimento de novas soluções e produtos?

A inovação vai continuar a ser o ADN da nossa determinação estratégica. Vemo-nos num futuro próximo a aportar o estado da arte da tecnologia farmacêutica para a vanguarda terapêutica em várias áreas, a responsabilidade social que queremos incrementar, através da nossa Fundação Biojam e a participar ativamente na sustentabilidade financeira e ecológica do meio onde estamos inseridos.