Sara Sousa, Diretora-geral da Blip

São uma referência mundial na área da tecnologia e software para apostas desportivas, mas não só. A Blip exporta 100 por cento do que produz e não para de crescer. Parte desse sucesso é a forma disruptiva como se apresenta, uma forma de estar que por vários anos lhe  tem dado o reconhecimento de ser uma das melhores empresas portuguesas para se trabalhar. Foi na voz de Sara Sousa, Diretora-geral, que ficamos a perceber que por de trás das linhas de código existem processos em segundo plano que fazem com que a Blip seja uma das grandes empresas tecnológicas a atuar em Portugal.

Fundada no Porto em 2009, a Blip é hoje um dos principais hubs tecnológicos da Flutter Entertainment, grupo  irlandês de apostas desportivas e jogo online cotado na London Stock Exchange. Surgiu como uma software house, uma start-up de origem portuguesa que fazia o desenvolvimento de software para clientes externos. Hoje com cerca de 400 colaboradores e planos para crescer para mais de 500 no próximo ano, a Blip dedica-se à engenharia web, direcionada para o desenvolvimento de software e aplicações de apostas desportivas, est usadas por mais de 13 milhões de clientes em todo o mundo.

Em 2012 foi adquirida pelo grupo Paddy Power/Betfair, grupo considerado como uma das empresas mundiais de crescimento elevado e pertencendo ao restrito clube de gigantes tecnológicos como Twitter, Facebook e Google. Em 2020, a empresa fundiu-se com o Grupo Stars e atualmente faz parte do Flutter Entertainment Group, mantendo o seu foco na conceção de softwares para marcas como a Paddy Power, a Betfair ou a Fanduel – marcas integradas no grupo Flutter Entertainment.

A inovação e a disrupção estão sempre presentes em todos os processos da Blip, mas para se chegar ao topo, muitos desafios tiveram de ser ultrapassados. Atuando numa área que estimula constantemente a equipa de trabalho, Sara Sousa, Diretora-geral da Blip, destaca algumas variáveis que demonstram a complexidade do trabalho desenvolvido entre portas. Desde logo, existe uma enorme variedade de eventos desportivos, modalidades e competições que, tal como os utilizadores, estão espalhadas por todo o mundo, fazendo com que as aplicações sejam usadas 24 horas por dia. Este facto, aliado ao número muito elevado de utilizadores, cria desafios consideráveis de ponto de vista de escala.

 Outro grande desafio está relacionado com a ciber-segurança. “Naturalmente que, lidando com as apostas desportivas, estamos a falar de aplicações que lidam com dinheiro e dados pessoais dos apostadores, portanto é necessário um grau de segurança enorme, o que é muito importante e uma das áreas com maior complexidade para nós”, refere Sara Sousa.

A Blip desenvolve ainda soluções diferenciadoras  que resultam em produtos e funcionalidades únicos no mercado global. Além disso, à semelhança das restantes empresas do grupo, adotou o uso de innersourcing o que “significa que todas as marcas do grupo podem beneficiar do desenvolvimento feito por cada uma das empresas que o incorporam” expolica Sara Sousa.

Trabalhar na Blip exige ideias ousadas e a coragem e a confiança para enfrentar qualquer desafio, por mais difícil que seja. É certo que o sucesso das empresas é o reflexo das pessoas que a constituem, algo muito presente na filosofia da Blip, que acredita no impacto de uma cultura organizacional forte e coesa, que reconhece o capital humano e o conhecimento como essenciais, com implicações diretas na capacidade de inovar e de antecipar o futuro. Esta forma de estar no mercado faz com que a Blip tenha  vindo a ser reconhecida, por vários anos consecutivos, como uma das melhores empresa em Portugal para trabalhar. “Diria que fomos muito disruptivos no mercado, desde a nossa criação, sempre partimos de uma filosofia de máxima flexibilidade e responsabilidade. Sempre potenciamos isso ao máximo e entendemos que as pessoas são todas diferentes e por isso gostamos de garantir que damos condições para que cada um possa ser o seu melhor e trabalhar nas melhores condições para si”, sublinha a Diretora-geral. “Outro fator é a oportunidade que têm de trabalhar em produtos de elevada complexidade que não é muito comum de encontrar. O desafio e a necessidade de se superarem é parte do perfil que procuramos”, acrescenta.

Liderar rumo a um novo futuro

Sara Sousa foi nomeada, no final do segundo trimestre de 2021, a nova Diretora-Geral, sendo a primeira vez que a Blip tem uma liderança feminina de topo. Antes disso desempenhou várias funções na área dos recursos humanos, além de ter integrado a equipa de liderança da empresa, “o que me permitiu obter uma melhor preparação para a progressão natural para a função de General Manager. Senti que os cinco anos em que trabalhei na empresa me permitiram progredir e que, além de eu sentir que foi uma recompensa pelo que fiz até agora, também me faz pensar que é uma empresa na qual eu realmente gosto de estar porque, desde que as pessoas demonstrem as competências necessárias, conseguem chegar onde quiserem, independentemente do seu background”, realça. Todavia, com o início de um novo ano, chegam novos desafios, por isso, no horizonte está o futuro e os próximos passos a dar para manter o crescimento da Blip. Fruto do trabalho apresentado ao longo dos últimos anos, a empresa tem vindo a ser continuamente alvo de investimento  por parte do grupo Flutter Entertainment, tendo-se tornado num dos seus principais  hubs de desenvolvimento de software. Neste sentido  a Blip continuará a crescer no seu número de colaboradores. É nessa ótica que um dos objetivos traçados é a estratégia de captação de talentos, mas não só: “O que vamos fazer será sermos mais criativos na nossa proposta de valor. Vamos rever aquilo que eramos, que somos e o que queremos ser, sempre num sentido disruptivo em relação ao que existe no mercado”, conclui Sara Sousa.