Fundada em maio de 2010 e com sede em Aljezur, a Carlos Silvestre Fonseca Unipessoal, Lda é uma empresa portuguesa que se dedica à indústria de empreitadas de obras particulares. Com um percurso alicerçado no profissionalismo, rigor e dedicação, a empresa é, cada vez mais, uma referência na região algarvia. Prova disso, é o estatuto PME Líder, alcançado em 2020. Carlos Fonseca, gerente, em conversa com a Portugal em Destaque, deu a conhecer a empresa e revelou a forma de como esta vem conquistando o mercado algarvio.

Carlos Fonseca, gerente da Carlos Silvestre Fonseca Unipessoal, Lda
Carlos Fonseca, gerente da Carlos Silvestre Fonseca Unipessoal, Lda

Com uma equipa de profissionais experiente, a Carlos Silvestre Fonseca Unipessoal, Lda vem registando um crescimento sólido ao longo dos anos de atividade, como pode comprovar o estatuto PME Líder alcançado pela empresa em 2020. Gostaria de escutar a sua reação a este reconhecimento e o que distanciou a Carlos Silvestre Fonseca no mercado nacional.

O estatuto de PME Líder foi uma coisa que aconteceu naturalmente. Esse reconhecimento deve-se ao facto de tentarmos fazer o nosso trabalho sempre o melhor possível. Penso que temos uma equipa com excelentes profissionais, rigorosos e empenhados em fazer um bom trabalho. A nossa maior preocupação é termos uma grande proximidade com os donos de obra e arquitetos que desenvolvem os projetos, bem como termos uma relação muito próxima com os nossos funcionários e dar-lhes boas condições de trabalho para que estes possam desempenhar a função deles o melhor possível e com acompanhamento. As nossas melhores obras são aquelas em que conseguimos todos trabalhar em sintonia e harmonia (donos de obra, arquitetos e equipas de trabalho).

Com cerca de uma década de existência a Carlos Silvestre Fonseca conta já com uma vasta carteira de clientes a quem a empresa dedica toda a atenção, procurando, sempre que possível, ir de encontro às suas necessidades. Atualmente, quais os serviços que a empresa tem disponíveis ao mercado?  A Carlos Silvestre Fonseca tem disponível aos seus clientes o serviço “chave na mão”?

O nosso principal negócio é a “chave na mão”. Temos alguns arquitetos que conhecem o nosso trabalho e que nos recomendam aos seus clientes, e o “passa-palavra” faz com que tenhamos sempre alguma procura. O nosso sucesso deve-se ao facto de a grande maioria dos nossos clientes ficarem satisfeitos com os nossos serviços. Dentro do conceito “chave na mão” executamos obras com diferentes métodos construtivos, nomeadamente construção tradicional de paredes de alvenaria e estrutura em betão, mas também fazemos construções tradicionais com alvenarias de taipa e alvenarias em pedra com materiais do próprio local da obra. De momento vamos também iniciar um projeto de moradias para venda.

A Carlos Silvestre Fonseca assume como principal compromisso a dedicação aos seus clientes, a que se somam a atenção ao detalhe e a utilização de materiais de elevada qualidade. Hoje, mais do que nunca, é imprescindível marcar a diferença perante o cliente?

Para mim sempre foi importante marcar a diferença, só assim é possível crescer, aprender, melhorar e ter bons resultados. Hoje, mais do que nunca, temos que conseguir marcar a diferença, porque felizmente os projetos também são cada vez melhores, e só assim os conseguimos executar com qualidade.

A pandemia provocada pela Covid-19 trouxe consigo inúmeros desafios, que tiveram o seu impacto um pouco por todo o país. Como avalia atualmente este setor em Portugal?

Em relação a esta questão, há dois aspetos a sublinhar. O primeiro, positivo, é que quando a pandemia começou, no ano passado, foi um choque para toda a gente e alguns dos clientes que nos tinham adjudicado obras, decidiram não avançar, com receio do que estava para vir. Poucos meses depois, todos mudaram de ideias e alguns até fizeram melhoramentos aos projetos, fazendo um maior investimento do que o inicialmente previsto, uma vez que a questão do teletrabalho fez com que as pessoas olhassem para as zonas rurais como uma forma de ter melhor qualidade de vida, trabalhando à distância. O aspeto negativo é que estamos a sofrer com aumentos absurdos diários de preços de materiais. O meu receio é que com isto, os valores dos preços de construção por m2 possam aumentar de uma forma insustentável e que possa fazer com que os promotores percam o interesse no investimento.

Na sua opinião, quais são, atualmente, as principais dificuldades que a área da construção enfrenta, em Portugal?

A maior dificuldade atualmente no setor da construção é a falta de mão de obra. O ensino e mentalidade dos dias de hoje é que os jovens tenham formação superior, em cursos demasiado técnicos. Seria importante haver uma consciencialização para os cursos profissionais, para conseguirem formar-se pessoas, cada vez mais, especializadas e competentes para pôr em prática os bons projetos que estão a ser executados pelos nossos arquitetos. Não adianta termos bons arquitetos, se não tivermos bons profissionais para passar os projetos do papel para o terreno.

Com um vasto portefólio de projetos realizados, maioritariamente no concelho de Aljezur, a Carlos Silvestre Fonseca tem vindo a conquistar o mercado português, fruto da qualidade e profissionalismo. Quais os principais objetivos que a empresa ainda pretende alcançar num futuro próximo?

O principal objetivo da empresa passa por continuar a trabalhar no concelho de Aljezur e nos concelhos vizinhos, como temos feito até aqui, fazendo sempre o nosso trabalho, o melhor possível. Eu, como gerente desta empresa, tenho muito orgulho em ter sucesso na terra onde nasci. Poderia procurar trabalhar noutras zonas próximas, onde poderia ter muito mais rentabilidade, mas com certeza que não iria ser tão feliz. Uma coisa que muita gente se esquece é que no trabalho, o dinheiro não é tudo, e o nosso mote é sempre a preocupação de que eu e as pessoas que trabalham comigo, donos de obra e arquitetos incluídos, se sintam bem e satisfeitos por fazerem parte desta equipa e por confiarem em nós para realizarmos os seus projetos.