Pelo sexto ano consecutivo o Município da Horta foi reconhecido com o Galardão Bandeira Verde ECOXXI que visa reconhecer o trabalho realizado pelo município, durante o ano de 2020, em prol do desenvolvimento sustentável. Luís Botelho, vice-presidente da Câmara Municipal da Horta deu a conhecer, em entrevista, as bandeiras que têm guiado o município rumo à sustentabilidade ambiental.

Filipe Botelho, vice-presidente da Câmara Municipal da Horta
Luís Botelho, vice-presidente da Câmara Municipal da Horta

O Município da Horta foi distinguido com o galardão Bandeira Verde ECOXXI, figurando entre os municípios portugueses com os melhores índices de sustentabilidade. Gostava de escutar a sua reação a este reconhecimento e que explanasse o que motivou o município a participar, uma vez mais, nesta iniciativa.

O Município da Horta é distinguido com o Galardão Bandeira Verde ECOXXI, desde 2015, pelo que foi com naturalidade que nos voltamos a candidatar. É uma forma de enaltecermos, todo o trabalho feito pelo município, especialmente pelo seu executivo e corpo técnico, em prol de uma Ilha do Faial mais sustentável. Este galardão, vem assim aferir a qualidade do desempenho do município constituindo-se como uma ferramenta de gestão interna, apontando caminhos e metas no sentido da sustentabilidade, pelo que não podíamos estar mais satisfeitos com esta distinção.

Entre os 62 municípios candidatos, Horta destacou-se com um índice de desempenho de sustentabilidade de 60-69%. Quais as ações desenvolvidas pelo município, a fim de atingir metas de responsabilidade ambiental?

O Município da Horta, tem-se empenhado há vários anos nas questões da sustentabilidade ambiental, procurando não só reagir aos desafios colocados, mas também agir de forma proativa, procurando sempre sensibilizar e envolver a população, através de uma forte aposta na educação ambiental e na educação para a sustentabilidade. Neste contexto, temos desenvolvido vários projetos nas escolas do concelho sobre a temática dos resíduos e da reciclagem, procurando não só sensibilizar, mas acima de tudo levar à ação efetiva. Para um maior envolvimento e coerência dos projetos e campanhas desenvolvidas foi também criada uma mascote dos Serviços de Ambiente, o “Ambi”, que não só interage com as crianças e população em geral, como está presente em todos os materiais de sensibilização e informação.

Para além disso, procuramos também ser proativos e lançar várias campanhas junto da população em geral, como é exemplo a campanha ambiental levada a cabo no decorrer da Semana do Mar. Estas campanhas têm vindo, de ano para ano, a perseguir objetivos mais exigentes e, paralelamente, alcançado um grau de sensibilização e envolvimento crescente da população.

Apesar da distinção alcançada, o trabalho não se esgota com a atribuição do Galardão Bandeira Verde ECOXXI. De que forma o Município da Horta pretende continuar a trabalhar rumo à sustentabilidade?

A Ilha do Faial tem progredido significativamente no tratamento dos resíduos urbanos e na aplicação do princípio da hierarquia da gestão de resíduos, nomeadamente por via do aumento da valorização em detrimento da eliminação. Essa tendência tem-se vindo a acentuar desde 2016, com a instalação do Centro de Processamento de Resíduos e a selagem e requalificação ambiental e paisagística do aterro. Desde 2018, que se alcançou o objetivo de “Aterro 0”, pelo que, atualmente, todos os resíduos têm como destino final valorização material (reciclagem), valorização orgânica (compostagem) e valorização energética (incineração). O município iniciou no concelho, em março de 2021, o Projeto de Instalação de Contentores de Biorresíduos (resíduos biodegradáveis, que representam cerca de 40% dos resíduos produzidos). Numa primeira fase, foram instalados 21 contentores de 800 litros, na cidade da Horta, sendo que futuramente todo o concelho será coberto com este tipo de recolha. O município, pretende também implementar a recolha seletiva de resíduos orgânicos nos grandes produtores (cantinas, restaurantes e cafés), continuar a fomentar a compostagem e implementar um projeto-piloto de compostores comunitários, de forma a dar resposta aos munícipes que não tenham quintais ou logradouros.

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