Desde 2015 que a NextBITT, uma empresa tecnológica de capitais 100% portugueses, emprega as melhores tecnologias para desenvolver a solução de gestão de ativos físicos e facility management mais segura, eficaz e fácil de utilizar aplicável a todos os setores de atividade. Miguel Salgueiro, André Calixto e Pedro Morais, sócios fundadores da empresa, desenvolveram uma plataforma disruptiva, económica, intuitiva e de fácil interação. O mercado português apresenta-se já pequeno para a NextBITT que ambiciona a internacionalização, replicando o sucesso noutras geografias.

Pedro Morais, André Calixto e Miguel Salgueiro da NextBITT
Pedro Morais, André Calixto e Miguel Salgueiro, sócios fundadores da NextBITT

Embora numa área abrangente comum, a vossa especialização direciona-se para diferentes vertentes. Como se conheceram e formaram a NextBITT?

Miguel Salgueiro: Conhecemo-nos numa interação de cliente – fornecedor, eu trabalhava na área de compras e negociação de uma empresa do setor da saúde para a qual a empresa que prestava serviços de tecnologia tinha como interlocutores, o André e o Pedro. Demo-nos muito bem profissionalmente, comungávamos das mesmas ideias e potenciais soluções e, mais tarde, entendemos que faria todo o sentido criarmos em conjunto uma empresa. Não demos logo esse passo, o André e o Pedro acabaram por sair da empresa e criaram uma empresa associados a um grande grupo, mas após várias interações e muita negociação acabámos por nos juntar e fundar a NextBITT.

A fusão do vosso know-how, ao longo dos 5 anos, ditou que o crescimento se mantivesse nos 2 dígitos e que vivam de capitais próprios. Qual é o segredo do vosso sucesso?

MS: Desde outubro de 2015 até hoje, a empresa cresceu sempre a dois dígitos e o negócio foi sempre sustentado pela atividade desenvolvida.  O segredo é sermos corretos e profissionais mesmo antes de assumirmos o compromisso com os clientes. Empregamos competências e profissionalismo, disponibilidade e flexibilidade.

Diferenciamo-nos porque não somos apenas uma empresa tecnológica, temos também uma forte componente de serviço ao cliente. Com mais de 75 anos de experiência profissional acumulada dos sócios, temos conseguido angariar clientes de dimensão porque as empresas percebem desde logo a capacidade de melhorar a gestão de vida útil dos ativos físicos, assim como de adicionar outros serviços que são uma mais-valia, nomeadamente inventário e cadastro, bem como sensorização. Tudo isto é possível pela equipa diferenciada e dinâmica de colaboradores da NexBITT que apoia os clientes na agilização e implementação.

A NextBITT assenta numa plataforma que, em parceria com a Microsoft, dinamiza o mercado da Gestão de ativos físicos (Asset & Facility management). Esta parceria é um pilar de sucesso e crescimento a par com as skills da vossa equipa?

MS: O know-how do André e do Pedro, associada às suas experiências profissionais em grandes empresas tecnológicas, definiram que tínhamos de trabalhar com a melhor e mais versátil tecnologia do mercado e a aposta na Microsoft tem-se traduzido em sucesso. Por outro lado, acreditamos desde sempre que tínhamos de ser um player internacional e estarmos associados à maior empresa internacional, abre-nos ao mundo. Apostamos na tecnologia líder mundial, como apostamos em clientes que lideram os setores onde atuam porque a nossa visão é estar sempre no topo do setor.

Paula Panarra, Microsoft - Portugal em Destaque
Paula Parra, General Manager da Microsoft

EDP, Vodafone, BPI, CTT, Fertagus, CP, CUF Saúde, Teleperformance, Brisa, Sonae, são algumas das marcas nacionais e internacionais, dos mais variados setores e donas de ativos, com as quais colaboram. Houve algum produto específico que vos lançou e marcou a presença da NextBITT ou a pandemia veio evidenciar necessidades que as empresas não detetaram e que (já) eram prementes?

André Calixto: Nós viemos ocupar um espaço “vazio” na tecnologia. Havia produtos de mercado que podiam ocupar esse espaço, mas que estavam tecnologicamente desatualizados e não correspondiam aos interesses do mercado. Ao contrário, nós oferecemos um produto tecnologicamente atualizado e com presença local, que ajudou a responder a essas necessidades e requisitos do mercado. Apresentamos uma solução de software que, com a pandemia, veio ganhar mais relevância. As empresas começaram a ter planos de contingência, de evacuação, reocupação das instalações e tudo isso passa pelos nossos interlocutores e a nossa plataforma acaba por ser uma ferramenta fundamental. O que oferecemos ao mercado é uma plataforma que cobre todas as áreas de gestão de ativos.

MS: Em suma, temos um produto único e igual para todos os clientes, embora possa ser utilizado em diferentes processos. Não customizamos produtos ou serviços, mas fazemos melhorias, uma mais-valia porque a plataforma abrange várias áreas de atividade que crescem com as dinâmicas do mercado. Tentamos sempre focar a nossa plataforma em tudo o que é transversal além do negócio core do cliente gerindo todos os processos numa única plataforma na cloud Azure. Assim, o cliente preocupa-se com o seu negócio e a plataforma NextBITT a gerir toda a estrutura de ativos.

Mario Costa, Head of Store Concept, Environment & FacilIties da Worten
Mario Costa, Head of Store Concept, Environment & FacilIties da Worten

Apresentam soluções com base em cloud, mas os serviços complementares são uma vertente valiosa e fundamental do negócio. Acredita que há espaço para alargar este leque?

MS: Quando criamos a empresa, na área dos facilities tínhamos cerca de três módulos e, atualmente, temos mais de 20. No entanto, há muito mais espaço para crescer. Temos altos e baixos, e felizmente não estamos habituados a perder. Estamos habituados a ganhar, principalmente em grandes concursos. E sim, queremos ter cada vez mais soluções tecnológicas, procurando sempre a satisfação do cliente.

Destacam-se por utilizar tecnologias de ponta, realidade aumentada, Inteligência Artificial e por serem coerentes, mas disruptivos e por formarem um trio que se complementa. São estas caraterísticas que vos destacam?

MS: Quando dizemos que o produto é único e que tem inúmeras valências em diferentes setores e que queremos ter mais módulos, não podemos deixar de vincar que, hoje, as empresas embebidas em software e em plataformas díspares em que a maioria não comunica entre si é uma realidade. O que nos destaca é a nossa capacidade de perceber estas encruzilhadas dos nossos clientes e sermos capazes de promover a integração das suas aplicações de uma forma simplificada e eficiente! Como tal, a plataforma NextBITT veio trazer ao mercado a facilidade em falar com diferentes softwares e que permite ao utilizador final não reconhecer se está a comunicar com pessoas ou com tecnologia. Esta simbiose traduzida numa aplicação ou num portal virtual, facilita muito a vida dos clientes, reduzindo tempo e custos.

André Vieira D'Almeida, Engenharia e Manutenção, CUF
André Vieira D’Almeida, Engenharia e Manutenção, CUF

Associada à plataforma está também a vertente da sustentabilidade energética, dos edifícios, dos materiais e demais ativos, ou seja, uma otimização disponível através da aplicação, acessível off e online. Estes serviços são disponibilizados respondendo às necessidades dos clientes?

Pedro Morais: Estamos num processo evolutivo e o mercado está a crescer nas soluções de facility management, o que na prática nos oferece um caminho longo para percorrer, encontrar soluções e para mais desafios tecnológicos. O que nos tem diferenciado é a nossa resposta e recetividade à evolução do produto, uma mais-valia para o nosso cliente. Traduz-se em projetos com um conjunto de evoluções e desenvolvimento de novas funcionalidades.

MS: O mercado está tão evoluído porque apareceram tecnológicas como a nossa: fáceis, intuitivas, disruptoras, menos pesadas, mais económicas e que permitiu aos donos dos ativos perceberem que através delas podem agregar mais serviços. A atual preocupação na sustentabilidade do planeta é hoje core para os nossos clientes onde a nossa plataforma já faz a diferença, nomeadamente na monitorização energética e gestão documental de todo o processo.

A internacionalização é um objetivo que tinham perspetivado atingir antes da pandemia. O contexto atual já vos motiva a pensar novamente na expansão?

MS: Sim, esse é o nosso caminho de onde não nos desviamos e que já iniciamos há algum tempo. Temos clientes que operam em Portugal, Espanha, Angola e Estados Unidos que utilizam a mesma plataforma em cinco línguas diferentes e o facto de usarmos cloud Azure da Microsoft facilita a nossa entrada noutras geografias.

É importante salvaguardar que somos uma empresa tecnológica portuguesa, sustentada pelo negócio gerado pela atividade desenvolvida, um fator que, de alguma forma, nos garante o sucesso. Fator crítico de sucesso, está a satisfação do cliente, ou seja, começamos por vender a tecnologia e percebemos que também tínhamos de ter serviço que quando complementado à tecnologia, resulta em consultadoria. Ao longo do tempo, entendemos que o estágio das grandes empresas do nosso setor ainda não era muito ativo, nem havia muita oferta e nós tentamos sempre responder às dificuldades dos nossos clientes inovando. Temos consultores para ajudar a desenhar processos de implementação da plataforma, mas o nosso valor acrescentado incide também na disponibilização de serviços de inventário dos ativos dos clientes, crítico no registo do cadastro e que valoriza a eficácia da plataforma. Por outro lado, também temos equipas que sensorizam edifícios que permitem uma monitorização energética, qualidade do ar, temperatura, entre outros.

Esta nossa visão de tecnologia em conjugação com os serviços, levou-nos à criação de uma área que vem ajudar os grandes grupos económicos a reforçar o sucesso da implementação da tecnologia: a formação. Hoje temos tecnologia, consultadoria, inventário e formação que diariamente estão a formar, em diferentes línguas, o funcionamento da plataforma. Todas estas vertentes são necessidades que, ao longo do tempo, assimilámos não só como oportunidades de negócio, mas também de satisfação do cliente.

Digital Twins (Gémeos Digitais), NextBITT
Digital Twins (Gémeos Digitais), NextBITT

Convido-vos a fazer um balanço dos 5 anos de atividade da NextBITT, o que mudou na vossa vida e quais as linhas orientadoras do futuro da empresa?

MS: Tem sido sempre de crescimento, quer de faturação, de equipa, projetos e serviços. Este ano no 1.º semestre faturamos o mesmo que nos 11 primeiros meses de 2020, por isso, isto não foi conseguido sem dor, mas continuamos a acreditar que o que fazemos faz sentido e queremos continuar com a mesma vontade de fazer, crescer e vencer! Pela minha parte sinto que ainda temos muito caminho pela frente porque ambicionamos ser um dos grandes players internacionais. 

PM: A ambição está sempre presente, mas também tem sido um esforço muito grande da nossa parte e das equipas que trabalham connosco. Tem havido um grande investimento de todos para estarmos neste patamar. AC: Montar uma empresa a partir do zero, como nós o fizemos, foi um enorme desafio e um esforço muito grande. Quanto ao futuro, o nosso grande objetivo é continuar o processo de internacionalização. Temos uma forte e relevante presença no mercado português, que começa a ser pequeno para a NextBITT e o próximo passo é capitalizar o que fizemos bem até agora e replicar o processo noutras geografias.

NextBITT FERTAGUS: uma mobilidade “user friendly”

A utilização de ferramentas mais user friendly, adaptadas à nova realidade, afigura-se um dos focos principais da FERTAGUS, o primeiro operador privado a assegurar a gestão e exploração comercial de uma linha ferroviária em Portugal. João Grossinho, Diretor Técnico da FERTAGUS, não tem dúvida de que a digitalização da gestão de ativos e gestão da manutenção garante à empresa um salto tecnológico e uma eficiência ao nível da gestão dos processos.

João Grossinho, Diretor Técnico da FERTAGUS
João Grossinho, Diretor Técnico da FERTAGUS

É inegável as vantagens que as empresas privadas, como a FERTAGUS, trouxeram ao setor dos transportes”, como a qualidade do serviço, limpeza, disponibilidade e pontualidade. Mais valias que, de acordo com João Grossinho, permitem ao operador privado e ao estado, usufruir desses equipamentos por muito mais tempo e em melhores condições.

A empresa assegura a exploração da ligação ferroviária, segurança, manutenção dos comboios e de algumas estações da Margem Sul, sendo também responsável pela venda de títulos de transporte de Eixo Ferroviário Norte/Sul, recrutamento, formação e gestão de toda a equipa que opera nos comboios e nas estações.

Digitalização da ferrovia

Atualmente, a FERTAGUS serve 14 estações, numa extensão de linha com cerca de 54 quilómetros e é responsável por cerca de 98 mil deslocações diárias. Números que se traduzem pelo contributo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, que apresentam um índice global de satisfação de 4,5, numa escala de 1 a 5 (Dados do Inquérito de Imagem e Qualidade de outubro de 2018).

Uma satisfação que resulta do investimento a vários níveis, nomeadamente ao nível tecnológico. Relativamente à gestão de ativos e gestão da manutenção, a FERTAGUS, em colaboração com a NextBITT, “um parceiro de confiança e com boas referências nos quadros”, pretende atualizar os sistemas, assim como utilizar ferramentas mais user friendly, mais adaptadas à nova realidade que permitam, ao nível da gestão de topo, ter informação mais detalhada que possa ser mais facilmente trabalhada, para tomar decisões ao nível estratégico na gestão dos equipamentos, não só do material circulante, mas também de todas as infraestruturas associadas à operação.

Por outro lado, na ótica do utilizador, o objetivo é “poder utilizar essas ferramentas de uma forma muito prática, através de um tablet ou smartphone, visando com a utilização da plataforma NextBITT transitar do papel para o digital”. As vantagens são muitas, a começar pela eficiência ao nível da gestão dos processos, “porque reduz alguns recursos utilizados anteriormente no carregamento dos dados nas plataformas que eram utilizadas”, acesso mais facilitado da informação de cada equipamento, quer ao nível da gestão, quer ao nível da operação.

Para além do salto tecnológico, João Grossinho salienta a utilização de uma ferramenta 100% nacional, que “fala” a mesma língua, que permite adaptar mais facilmente a potencialidade da ferramenta NextBITT à FERTAGUS e vice-versa.

O grande desafio para o futuro consiste em continuar a demonstrar que o transporte público é uma alternativa de qualidade.

“Ano Europeu do Transporte Ferroviário”

A União Europeia (EU) definiu 2021 como o “Ano Europeu do Transporte Ferroviário” para promover o uso dos comboios como modo de transporte seguro e sustentável. Assinalando esta data, decorre desde o dia 2 de setembro o “European Year of Rail”, que passará por várias cidades e termina no dia 7 de outubro, em Paris.

A FERTAGUS esteve presente no arranque desta celebração, na partida do comboio europeu em Lisboa e estará presente no “Eco Submit”, no dia 17, no comboio que fará ligação Lisboa-Porto.