Cláudia Bernardino Bernardo, diretora clínica da OPFC Clínica Médica do Porto

Cláudia Bernardino Bernardo, diretora clínica da OPFC Clínica Médica do Porto, conta com um vasto e enriquecedor percurso profissional. Ser uma mulher focada, motivada, perspicaz, em todos os campos da sua vida pessoal e profissional têm sido para Cláudia Bernardino Bernardo, a base de todo o seu percurso.

A OPFC Clínica Médica do Porto surge em junho de 2020, pouco depois do final do confinamento imposto pela pandemia da Covid-19. Como nos pode apresentar a clínica, que motivações levaram à sua criação e como pretendem abordar o mercado, de forma a se diferenciarem?

A génese da OPFC Clínica Médica do Porto é baseada numa vertente de medicina física e de reabilitação e medicina desportiva, contudo, e dada a conjuntura pandémica que vivemos fomos inevitavelmente obrigados a reinventar a estratégia, tendo ainda recentemente atualizado a própria designação do nome da clínica por forma a que a mesma estivesse em perfeita harmonia com os atuais investimentos já em curso.

Que serviços e especialidades disponibilizam?

No presente, a aposta da OPFC Clínica Médica do Porto é a diferenciação nos seus serviços, seja através da Medicina Geral e Familiar, Pneumologia, Pediatria, Psicologia Clínica, Nutrição Funcional e Nutrição Clínica focada na Diabetes, Fisioterapia Respiratória, Fisioterapia Pélvica e Podologia – Pé Diabético. Dispomos ainda dos serviços de enfermagem, realização de análises clínicas (12h/d), convenção com centro de Imagiologia e Diagnóstico Radiológico e ainda realização de testes SARS-CoV-2 quer os de antigénio rápidos quer os moleculares por RT-PCR com colheitas da nasofarínge ou saliva.

OPFC Clínica Médica do Porto
OPFC Clínica Médica do Porto

Na equipa da clínica integram referências no mundo desportivo, exemplo disso é José Maria Alonso, chefe do departamento médico do Atlético de Madrid. A fisioterapia é uma das grandes apostas da clínica?

Na equipa da clínica integram referências no mundo desportivo, exemplo disso é o Sr. Dr. José Maria Villalón Alonso, chefe do departamento médico do Atlético de Madrid. O Dr. José Maria Villalón Alonso é um médico que nos honra integrar a Comissão Científica como Presidente, mas também é um amigo, e por isso também nos apoiou nessa mudança de estratégia para enfrentar a pandemia.

A OPFC Clínica Médica do Porto tem um aparelho inovador no tratamento de tendinopatias, vulgarmente chamadas de tendinite. Em que consiste este tratamento?

Na realidade é um tratamento inovador nas epicondilites e fasceítes que evita tratamentos mais invasivos ou até mesmo a cirurgia no caso das fasceítes.

Também a medicina geral é um dos grandes pontos diferenciadores da clínica. É cada vez mais normal ter pessoas a procurar o médico de família no privado e em clínicas mais pequenas. Este é o vosso objetivo, manterem um ambiente e serviço o mais familiar possível, em que cada utente é prioritário?

Na OPFC Clínica Médica do Porto, a grande mais valia foi criar uma equipa que pautasse pela experiência, competência e juventude, começamos pelo conceito do médico de família no privado, cada vez mais, as pessoas procuraram o médico de família no privado e em clínicas mais pequenas. Queremos marcar a diferença desde já neste ponto. No que diz respeito à missão e objetivos, queremo-nos destacar pela excelência formativa e competências técnicas de todos os elementos e, por isso, apostamos numa equipa jovem e diferenciada que investe na profissão. Queremos também ir mais além das teleconsultas e telereabilitação e assim, chegar a casa das pessoas e assegurar serviços como o médico de família. A OPFC Clínica Médica do Porto distingue-se por conseguir acompanhar os doentes com sequelas pós COVID-19 com o acompanhamento da nossa Pneumologista e, em equipa com a Fisioterapeuta Respiratória.

OPFC Clínica Médica do Porto
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Falando da Dra. Cláudia Bernardo, conte-nos um pouco do seu percurso. Porque optou por escolher ser médica de família?

Tinha três anos e dizia que queria ser Médica. No interior, para alcançar médias competitivas era preciso abdicar de tudo e a dedicação ao estudo era a tempo inteiro. Apenas no quinto ano tive a certeza que queria ser Médica de Família. Terminado o curso na FCM/UNL, rumei ao Porto, onde vivo e trabalho há quase 19 anos. Quis aprender e passar pelo maior número de especialidades possíveis e assim trabalhei um currículo imenso e vasto. Ser médica de família é vigiar grávidas, fazer consultas de saúde infantil, fazer planeamento familiar, é a gestão dos conflitos familiares, é o luto, logo estão sempre implícitas a psiquiatria e a psicologia.

A relação de confidencialidade e proximidade com os utentes é muito aliciante e enriquecedora. E é este conjunto de um todo que me conquistou e que me mantém fascinada diariamente, e me motiva cada dia a ser melhor.

Atualmente, trabalha numa Unidade de Saúde Familiar, na Maia, e na OPFC Clínica Médica do Porto. Como se divide entre estas duas funções e a sua vida pessoal?

Desde cedo, aliei o público com o privado. Nunca interferiu negativamente na minha vida pessoal. Tenho uma filha de 7 anos que, é o “maior Amor da minha vida” e, a teimosia pela perfeição, a persistência e a capacidade de adaptação permitiram encontrar um equilíbrio entre a vida profissional, a minha filha e o meu Eu. São duas grandes paixões, mas a minha filha, será sempre a prioridade. Nos dias que estou com ela, abdiquei quase da privada para ser Mãe presente. Nos outros está a médica de família e o ser humano Cláudia. Se eu não estiver bem e em equilíbrio comigo, não estarei a ser o melhor de mim em nenhum papel.

OPFC Clínica Médica do Porto
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Pela sua experiência, quais considera serem as principais vantagens do setor privado? O preço ainda é o principal entrave por quem vos procura, apesar de, nos dias de hoje, as clínicas privadas oferecerem preços competitivos?

A acessibilidade, a oferta, o conforto. O SNS atravessa um período conturbado em que não tem capacidade de dar resposta a todas as pessoas. O fator preço deixou de ser uma não questão. As pessoas procuram um serviço de saúde de proximidade, de atenção, personalização. De preferência, uma clínica onde possam reunir todas as suas necessidades: avaliação médica, analises, exames, e até mesmo um rápido acesso aos medicamentos e outros produtos de saúde que possam necessitar.

Na área da Medicina, estamos muito presos aos diretores de serviço que raramente são mulheres. O que representa para a Doutora, ser Diretora Clínica?

Na área da Medicina estamos muito presos aos diretores de Serviço que raramente são mulheres. Há que deixar o preconceito de ter uma mulher como diretora de um serviço, pois pode ser uma mais-valia em várias vertentes. Como em qualquer outra área, temos mulheres motivadas, inteligentes, com enorme capacidade de liderança, perspicazes, com capacidade de comunicar e envolver a sua equipa. Eu acredito que existe um segredo em comum a todas as mulheres de sucesso: ajudam outras pessoas, resolvem problemas, motivam, encontram soluções, e assim transformam vidas e também o mundo. É nisto que eu me empenho diariamente, com o objetivo de melhorar a cada dia, como diretora clínica da OPFC Clínica Médica do Porto.

Termino apenas dizendo que só se conhece o trabalho de uma mulher, neste caso, na liderança de um serviço ou clínica na aérea da Medicina, dando a oportunidade de mostrar as suas competências, as suas habilidades e as suas capacidades técnicas e humanas.

OPFC Clínica Médica do Porto
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Para 2022 sabemos que irá acontecer uma reformulação na clínica OPFC Clínica Médica do Porto. O que nos pode desvendar?

Levantando só a ponta do véu: A OPFC Clínica Médica do Porto vai ter novas instalações e, a par desta transição geográfica vêm ainda agregadas grandes novidades clínicas.

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