Ilídio de Sousa é o diretor do Grupo Re/max Confiança que há cerca de década e meia se notabilizou no mercado da mediação imobiliária no Centro do país. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, Ilídio Sousa destacou o know-how e a confiança da marca Re/max, bem como o estado atual do setor imobiliário e as expetativas para o presente ano.

Está há 15 anos no ramo imobiliário. Conte-nos um pouco da sua experiência profissional.
A minha entrada no mercado imobiliário aconteceu um pouco por acaso. Fui militar de carreira, onde cheguei a Oficial da Força Aérea Portuguesa. Fui comandante e fundador da corporação de bombeiros da minha terra natal e passei mais de duas décadas na Autoridade de Proteção Civil. Só mais tarde, após me aposentar das minhas diversas funções, é que tive o primeiro contacto com a marca Re/max. Inicialmente não tinha nenhuma ideia sobre a empresa, mas em 2004 acabei por entrar no mundo Re/max, tomando nota dos métodos de trabalho. Volvidos 15 anos continuo ligado a esta atividade, que está fundamentalmente conectada às pessoas. Toda a minha vida lidei com pessoas e aqui é o que fazemos. As casas não são mais do que um produto comercializável para quem precisa de comprar ou vender, mas de facto o importante é no nosso dia a dia o permanente contacto com a componente humana. Logo o nosso foco passa precisamente pela mediação imobiliária, ajudando os clientes a concretizarem bons negócios, dando estabilidade e segurança àquilo que são os interesses das pessoas que nos procuram.

Qual é o conceito da Re/max?
No final de cada negócio o nosso maior propósito é conseguir que as duas famílias fiquem satisfeitas. Aqui a satisfação do vendedor não é um preço extraordinariamente baixo, bem como no comprador não é um preço extraordinariamente alto. Logo é necessário encontrar um ponto de equilíbrio em cada negócio, para que ambas as partes se sintam realizadas. E a terceira família é a Re/max, que desde 2000 tem vindo a consolidar a sua liderança. A mensagem passada aos seus agentes é que o negócio imobiliário não é algo de ocasião, mas sim um negócio para a vida inteira. O nosso principal intuito é apoiar os clientes, que ao se sentirem apoiados e valorizados irão futuramente recomendar a Re/max, voltando a um porto seguro para tratar de um negócio que tem de ser seguro.

Quando é que surgiu a Re/max Marquês e como nos descreve o mercado imobiliário em Pombal?
Esta agência está aberta há quase 12 anos no centro de Pombal. Falámos de um mercado pequeno, em que as transações comerciais são sobretudo concretizadas fora do círculo da cidade. No entanto, este mercado apresenta-se de alguma forma estável, com uma economia bastante sólida. Abrimos esta agência em 2007 e em 2008 entramos num período de grande depressão, em que o mercado estagnou de uma forma substancial. Pese embora esse período temporal, conseguimos manter-nos e de alguma forma fomos conhecendo o mercado e a sua estabilidade financeira. O nosso crescimento acabou por se processar de uma forma um pouco lenta, demorando alguns anos para conseguirmos ter ganhos significativos. Em Pombal comercializamos essencialmente casas, apartamentos e moradias para habitação própria permanente, o que na maioria implica o recurso ao financiamento bancário. Ainda em relação a este mercado mais de 50% das nossas vendas são referentes a moradias.

Quando é que decidiram alargar a vossa área de intervenção geográfica?
Há cinco anos estabelecemos a agência da Re/max na Figueira da Foz, que teve um crescimento exponencial num curto espaço de tempo, percebendo como são distintos estes dois mercados. Na Figueira da Foz trabalhamos com imóveis para segunda habitação, onde os capitais próprios ganham destaque. Neste mercado mais de 50% das nossas vendas são referentes a apartamentos. Aqui fomos a primeira entidade a abrir uma agência Re/max nesta localização geográfica, sendo fácil a sua implementação devido ao peso real da marca no mercado português, o que se reflete num nível de aceitação muito elevado. Mais recentemente, abrimos uma terceira loja em Montemor-o-Velho para complementar a oferta junto à periferia da Figueira da Foz e estabelecer o nosso cordão de segurança comercial junto dos bairros residenciais e dos dormitórios de Coimbra.

Existe procura por parte dos investidores? São exclusivamente nacionais ou já se nota o interesse dos estrangeiros?
Há uma parte significativa de capital investido que provém de outros países. Quando observamos o mercado em Pombal, esse capital significa cerca de 1/3 do nosso volume de negócios anual e chega através dos emigrantes. Na Figueira da Foz também notamos esse fenómeno para aquisição de segunda habitação. Neste caso específico de estrangeiros, provenientes essencialmente da comunidade europeia. Por outro lado, temos vindo a notar que o mercado da Figueira da Foz está a deixar de ser sazonal, notando-se um aumento da procura nos meses de inverno.

Qual a vossa atual carteira de imóveis?
A rede Re/max tem um grande sucesso no mercado porque efetivamente no dia a dia apenas trabalhamos com imóveis angariados em regime exclusivo. Somos a única rede em Portugal que faz isso, o que faz com que trabalhemos menos imóveis, mas ao mesmo tempo os proprietários confiam em nós a cem por cento. Falámos de um mercado mais exigente, mas temos maior controlo sobre os processos de venda. No entanto, em Pombal existe uma grande lacuna de apartamentos para o mercado de arrendamento, onde a procura ultrapassa em grande escala a oferta. Quanto à Figueira da Foz a realidade já se modifica um pouco, mas sentimos igualmente uma maior procura do que oferta real de imóveis para essa finalidade. A reabilitação também tem ganho uma nova escala, o que acaba por se tornar benéfico para as nossas angariações.

Porquê escolher a Re/max? O que a distingue no mercado?
Três palavras: re/max, confiança e felicidade. Há uns anos atrás ainda não conhecíamos o potencial da marca. As pessoas acabaram por aderir ao conceito e as realidades mudaram em duas décadas. Hoje o nível de aceitação é notório. A imagem do balão impôs-se determinantemente e a associação entre balão e casas é praticamente instantânea por parte dos consumidores. Depois foi-se associando resultados, sucesso e de facto a Re/max tem-se destacado da demais concorrência. Hoje estamos no núcleo pequeno das marcas que se conseguem afirmar junto do consumidor. Inicialmente as pessoas começaram a considerar que a Re/max estava na moda. Porém, na atualidade, estamos intrinsecamente ligados à palavra felicidade. Hoje já não falamos em casas, mas sim em felicidade, onde o balão nos pode levar a onde quisermos.
No nosso caso começamos com a Re/max Marquês em Pombal, depois abrimos a Re/max Confiança na Figueira da Foz e, mais recentemente, complementamos o leque com a Re/max Confiança 2 em Montemor-o-Velho. Neste momento somos o Grupo Confiança, porque esta designação espelha a nossa forma de estar e trabalhar. Em termos de equipa tentamos que o nome desafie os nossos colaboradores a imprimir laços fortes de confiança junto dos clientes, através de processos concretos, que fazem desta marca de mediação um caso único a nível nacional, e igualmente internacional. Esta fidelização de clientes é um sinónimo da passagem de confiança que passa gerações e famílias, de onde só podem surgir resultados seguros.

Uma felicidade que extravasa a própria equipa?
Sim esse legado vai passando por todas as pessoas e ajuda ao fortalecimento das equipas. Esta também acaba por ser a casa deles, destacando-se o ambiente agradável e precioso para a obtenção de resultados.

Que expetativas traçaram para 2019?
O ano de 2017 foi significativamente bom. Contudo, em 2018 não tivemos crescimento, mas sim a manutenção do volume de negócios em ambas as lojas. Neste momento, Pombal e a Figueira da Foz estão equiparados em termos de resultados globais. Portanto, traçamos objetivos de crescimento para o presente ano, onde arriscamos números acima dos 30%, resultado do amadurecimento da equipa e do facto de conseguirmos chegar a mais gente. Penso que ainda não estamos a dar à região o serviço que esta nos pede. Logo o nosso foco passará por aumentar a proximidade junto das populações. Quanto maior for a nossa visibilidade, mais resultados iremos conseguir. Temos uma liderança muito dinâmica e profissional em Portugal que tem alavancado a marca. Desse modo o futuro só pode ser promissor.